Marcelo Ricardo Almeida
Literatura no Cordel
Cordel destaca importância da leitura e da literatura na formação dos alunos
Vamos falar da língua. Falar não é o mesmo que, por exemplo, escrever um texto. Pois cada escrita possui as suas próprias regras.
Vamos trazer à escola, à sala de aula, não apenas o conteúdo programático. Vamos apresentar a literatura e a formação leitora como meios civilizatórios para entender a barbárie da não literatura na escola.
Vamos motivar as funções-chave da literatura ao aluno que se propõe a aprender com o professor que se propõe a ensinar. Vamos promover a literatura no cordel.
Era uma vez, na escola,
No Ensino Fundamental.
Lá vem a Literatura,
Traz a fábula uma moral.
O livro abriu as asas,
Num voo de inspiração.
Quem cultiva a leitura
Ganha prêmio e fortuna.
Fez do quadro um horizonte,
Feito luz na escuridão.
O aluno aprende mais
Nesse mundo de papel.
Pois quem lê ganha o destino,
E desenha o próprio céu.
Ganha prêmio e fortuna
Quem cultiva a leitura.
Pois quem abre um livro novo,
Vê o mundo se ampliar,
Cria asas no pensamento,
Aprende até a voar.
Não é só letra no papel,
É tesouro, é aventura.
Ganha prêmio e fortuna
Quem cultiva a leitura.
Entre os gêneros do texto,
O conto é breve narrar:
Faz do conflito contexto.
Já a crônica noticia,
Surge em pura poesia,
Os fatos de cada dia.
Ganha prêmio e fortuna
Quem cultiva a leitura.
Poesia é o eu lírico,
Que conota o mundo inteiro.
Crônica é jornalística,
Que narra o que é rotineiro.
Conto é pura ficção,
Que narra o não verdadeiro.
Ganha prêmio e fortuna
Quem cultiva a leitura.
Elementos de narrar
Têm o início, o meio e o fim.
Tempo é todo o momento.
Espaço um lugar assim:
Só personagens vivem.
Enredo trama evento, sim.
Ganha prêmio e fortuna
Quem cultiva a leitura.
Personagens dão a vida,
O desejo e a emoção.
Seja o herói, valente Cid,
Unido nesse evento,
Ou o vilão de ocasião.
Forma-se o movimento.
Ganha prêmio e fortuna
Quem cultiva a leitura.
Dando alma e sentido
Cada pessoa no rojão.
Enredo: o esqueleto.
Trama de cada ação.
Tem início o conflito,
E em breve a conclusão.
Ganha prêmio e fortuna
Quem cultiva a leitura.
No meio, o nó aperta.
O clímax traz o calor.
Guiado na voz atenta,
Fala o poeta narrador.
O tempo marca o passo,
Cronológico ou mental.
Ganha prêmio e fortuna
Quem cultiva a leitura.
Pode ser um dia inteiro
Ou um salto temporal.
O espaço é o cenário,
O chão de cada jardim,
Um castelo, uma rua,
Um lugar talvez assim.
Ganha prêmio e fortuna
Quem cultiva a leitura.
Surge o nó do desafio,
Que balança a narração.
É o conflito o desvio,
Que dá vida ao coração.
Chega a hora da verdade
Onde o medo faz ação.
Ganha prêmio e fortuna
Quem cultiva a leitura.
No auge da ansiedade
Brilha o mundo num só fio.
O conflito se desfaz,
Tudo volta ao seu pavio.
Ou se perde ou se faz
Em breve ou longo assovio.
Muitos teóricos em literatura defendem a ideia de que a poesia não pode existir sem a linguagem. Com o pós-modernismo, entrementes, a poesia de vanguarda se apresenta das formas mais inimagináveis possíveis.
É talvez a poesia experimental, ou uma de suas modalidades, a poesia sonora, por exemplo. A sonoridade também não deixa de ser uma forma de expressão ou de linguagem.
O que é a vida se comparada à história? Gerar a fala escrita na folha é tarefa do lápis. Por que não escrever




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