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  • Santana do Ipanema, 23/03/2026
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Marcelo Ricardo Almeida

Literatura no Cordel

Cordel destaca importância da leitura e da literatura na formação dos alunos

Foto: Assesoria
Literatura no Cordel

Vamos falar da língua. Falar não é o mesmo que, por exemplo, escrever um texto. Pois cada escrita possui as suas próprias regras.

Vamos trazer à escola, à sala de aula, não apenas o conteúdo programático. Vamos apresentar a literatura e a formação leitora como meios civilizatórios para entender a barbárie da não literatura na escola.

Vamos motivar as funções-chave da literatura ao aluno que se propõe a aprender com o professor que se propõe a ensinar. Vamos promover a literatura no cordel.


Era uma vez, na escola,

No Ensino Fundamental.

Lá vem a Literatura,

Traz a fábula uma moral.

O livro abriu as asas,

Num voo de inspiração.


Quem cultiva a leitura

Ganha prêmio e fortuna.


Fez do quadro um horizonte,

Feito luz na escuridão.

O aluno aprende mais

Nesse mundo de papel.


Pois quem lê ganha o destino,

E desenha o próprio céu.


Ganha prêmio e fortuna

Quem cultiva a leitura.

Pois quem abre um livro novo,

Vê o mundo se ampliar,

Cria asas no pensamento,

Aprende até a voar.


Não é só letra no papel,

É tesouro, é aventura.


Ganha prêmio e fortuna

Quem cultiva a leitura.


Entre os gêneros do texto,

O conto é breve narrar:

Faz do conflito contexto.

Já a crônica noticia,

Surge em pura poesia,

Os fatos de cada dia.


 


Ganha prêmio e fortuna

Quem cultiva a leitura.


Poesia é o eu lírico, 

Que conota o mundo inteiro. 

Crônica é jornalística, 

Que narra o que é rotineiro.

Conto é pura ficção, 

Que narra o não verdadeiro.


Ganha prêmio e fortuna

Quem cultiva a leitura.


Elementos de narrar

Têm o início, o meio e o fim.

Tempo é todo o momento.

Espaço um lugar assim:

Só personagens vivem.

Enredo trama evento, sim.


Ganha prêmio e fortuna

Quem cultiva a leitura.

Personagens dão a vida, 

O desejo e a emoção.


Seja o herói, valente Cid,

Unido nesse evento,

Ou o vilão de ocasião.

Forma-se o movimento.


Ganha prêmio e fortuna

Quem cultiva a leitura.


Dando alma e sentido 

Cada pessoa no rojão.

Enredo: o esqueleto.


Trama de cada ação.

Tem início o conflito, 

E em breve a conclusão.


Ganha prêmio e fortuna

Quem cultiva a leitura.

No meio, o nó aperta.

O clímax traz o calor.

Guiado na voz atenta,

Fala o poeta narrador.

O tempo marca o passo, 

Cronológico ou mental.


Ganha prêmio e fortuna

Quem cultiva a leitura.


Pode ser um dia inteiro 

Ou um salto temporal.

O espaço é o cenário, 

O chão de cada jardim,

Um castelo, uma rua,

Um lugar talvez assim.


Ganha prêmio e fortuna

Quem cultiva a leitura.


Surge o nó do desafio,

Que balança a narração.

É o conflito o desvio,

Que dá vida ao coração. 

Chega a hora da verdade 

Onde o medo faz ação.


Ganha prêmio e fortuna

Quem cultiva a leitura.


No auge da ansiedade 

Brilha o mundo num só fio. 

O conflito se desfaz,

Tudo volta ao seu pavio.

Ou se perde ou se faz

Em breve ou longo assovio.

Muitos teóricos em literatura defendem a ideia de que a poesia não pode existir sem a linguagem. Com o pós-modernismo, entrementes, a poesia de vanguarda se apresenta das formas mais inimagináveis possíveis.

É talvez a poesia experimental, ou uma de suas modalidades, a poesia sonora, por exemplo. A sonoridade também não deixa de ser uma forma de expressão ou de linguagem.

O que é a vida se comparada à história? Gerar a fala escrita na folha é tarefa do lápis. Por que não escrever 



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