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  • Santana do Ipanema, 27/02/2026
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Fábio Campos

De outros Carnavais


De outros Carnavais Foto: Freepik

Em clima de carnaval, o tema de nossa crônica de hoje, não poderia ser outro, o carnaval. Existem inclusive instituições que todos os anos promovem concursos para eleger aquela que melhor representa o carnaval daquele ano. Refiro-me as marchinhas que tentaremos abordar aqui.

Tenho guardado, na minha memória afetiva, boa parte das marchinhas que ouvi, desde a infância. Não apenas aquilo que entrou pelos ouvidos, mas também o que impressionou os demais sentidos, olhos, olfato, tato, paladar.  Comecemos pelos olhos. Costumo dizer que gosto de festas, por ter nascido num local onde ocorriam praticamente 80 por cento, das festividades públicas em minha cidade, Santana do Ipanema, Alagoas. Na antiga Praça da Bandeira, ou Praça de Nossa Senhora da Assunção. Hoje Praça da Alimentação, Dr. Adelson Isaac de Miranda. Espaço que denominei “Sala de visita” da nossa cidade. 

Ainda hoje, ali se comemora os festejos juninos, a semana da Pátria, as Feiras Literárias, apresentações folclóricas, o alto de natal, e por aí vai. No passado, aquele espaço, foi palco também da festa da juventude, quando ainda existiam as gincanas: automobilística, pedestre, ciclística, e a tradicional “Jecana”, a corrida de jegues. E outros tantos eventos importantes, como a Festa do Feijão, que na década de setenta ocorriam ali.

As mais remotas lembranças que guardo do carnaval, são de lá atrás, da década de setenta. A frota de automóveis circulando à época, era muito pequena. Só empresários, políticos, bancários, e alguns comerciantes possuíam veículo automotor. E no carnaval alguns blocos passavam os dias frívolos, desfilando pelas ruas da cidade nos seus carros, geralmente ao cair da tarde. Não é do meu tempo, mas ficamos sabendo através de relatos, e fotos, sobre o bloco do Urso Preto, no qual participavam figuras ilustres da nossa sociedade, assim como o delegado Seu Carol,a e o farmacêutico Seu Moreninho. Num determinado momento, o “urso” queria fazer suas necessidades fisiológicas, e começou a se incomodar, só que o homem da corda que o prendia não entendia. Achava que era parte dos trejeitos do urso. Resultado, o urso se borrou todo. E a algazarra só aumentou, com a fedentina do Urso Preto.

Tenho nítido, na mente, o desfile das escolas de samba “Unidos do Monumento” do bairro Monumento, que tinha à frente o professor “Tamanquinho”, hoje escritor Shico Farias, irmão do confrade, também escritor, Antônio “Capiá” de Farias. E a escola “Juventude no Ritmo” que tinha à frente o saudoso Zuza, da tradicional família Marques. Num clima de muita alegria desfilavam. Meu irmão Francisco Soares, o locutor oficial do QG (Quartel Geral) do frevo, na praça Manoel Rodrigues da Rocha, em determinado ano foi o intérprete do samba enredo da escola de samba “Juventude no Ritmo”.

Não tem como não lembrar, dos blocos que muito marcaram época: Bloco do Sapo, composto na sua maioria pelos bancários do Banco do Brasil; Bloco do Pastoril; Bloco dos Cangaceiros; Bloco Furdunço, de Léo e Waldo Santana “Pangaré, entre outros; Bloco da “Suat”, desse lembro de três componentes: Calos Jorge Oliveira, Carlinhos da Ceal e Sóstenes; Bloco “Os Mexicanos” composto por meu irmão, Sérgio Campos, e os, hoje advogados, Paulo Fernando Oliveira, e Cristóvão Ferreira; Bloco da Mundiça; Bloco “Pau D’Arco” de Remi Bastos; Bloco dos Piratas, lembro de Aderval “Papafigo” e Mailson Francelino integrantes desse bloco;  Bloco “Os Magnatas” de Gervásio Carvalho, Cloves Vieira, “Peba” do DENIT; Bloco “As Tolinhas” que tem à frente Taninha, irmã de Jorge Santana; Bloco Santana dos Meus Amores, da irmã de Remi Bastos; Bloco “Arrastão” formado na sua maioria pelos estivadores, que tinha o saudoso Zé Negão à frente. 

Havia também alguns foliões que preferiam brincar a folia de momo sozinho, era o caso do meu irmão Francisco Soares, ele compunha o “Bloco do Eu Só”. Também a família Falcão preferia curtir sozinhos, os saudosos: Ialdo Falcão que se caracterizava de mexicano, e saía montado num cavalo, portando um violão; Seu Nozinho, pai de Ialdo, saía pelas ruas, trajado de palhaço, mesmo em idade avançada, nunca deixou de participar; saudoso professor Reginaldo Falcão, saía com seu mascote “Pelé”, trajado de personagens em evidência no cenário nacional, da época. Zé Gomes, popular “Zé Sapo” todos os anos saía com fantasia inusitada, um chapéu gigante em formato de navio, cheio de luzes e cores.

Na década de oitenta, a coisa foi se modernizando, e os blocos acompanharam essa evolução. Bloco Caça-Cachaça, meu primo Xogoió participava desse; Bloco “Pai Pegou Mamãe”; Bloco das Pecinhas, composto por rapazes trajados de mulher; Bloco Intimidades Com a Sogra, do qual participei, esse era encabeçado pelo padeiro Antônio Baixinho, natural de Olho d’Água das Flores.  Geralmente contratavam caminhões e se dirigiam a cidade de Pão de Açúcar, o dia inteiro curtiam o rio São Francisco, e a noite iam pro QG do frevo à praça Senador Enéas Araújo, no centro da cidade.

Lembrei-me agora que compus uma poesia, intitulada: “DE OUTROS CARNAVAIS”. Ei-la: Outro dia vi no Portal/ Tempos que ficou pra Atrás/ Recordou velhas Canções, de Blocos e Foliões, de Antigos Carnavais/ Rememorizando agora, revejo Tempos de Outrora do Velho “Mané Morais”/ Do Sábado de Zé Pereira, dos “Bobos” no meio da feira, estalando seus chicote, Coisas que Não Voltam Mais/ O Bloco dos Cangaceiros/ O Bloco do “Lá Ursa”/ O Bloco de Seu Carola/ O Bloco dos Pingunços/ O Bloco dos Dorme Sujo/ O Bloco das Havaianas/ O Bloco das Baianas/ O Bloco dos Vagabundos/ O Bloco dos Penetras/ O Bloco do Urso Preto/ O Bloco dos Defuntos/ O Bloco dos Bêbos/ Bloco Caça Cachaça de Dojinho e Xogoió/ Bloco Os Desunidos/ Bloco Catapulta/ Bloco do Bacalhau/ O Bloco do Carro Véio/ Bloco dos Mecânicos, de Cecéu/ O Bloco das Bicicletas/ Bloco das Bichinhas e das Bruxas/ O Bloco do SUPIMPA/ Também o Bloco do Sapo/ O Bloco dos Mexicanos: Sérgio, Cristóvão e Paulo Fernando/ Bloco Intimidade com a Sogra no comando Tonho Baixinho/ E o Folião Número 01 Seu Nozinho/ Bloco Pitú Com Limão, do meu Amigo Cutruco/ Bloco dos Magnatas, Gervásio, “Peba” e Henaldinho/ Bloco do Furdunço, de Léo Mariá, Waldo  Santana, e Laerte/ Bloco dos Fantasmas/Bloco dos Presidiários/ Bloco das Piniqueiras/ Bloco dos Inocentes/ Bloco da Vassourinha/ Bloco da S.W.A.T. de Carlos Jorge, Sóstenes e Carlinhos/ Bloco dos Piratas de Mailson e Papa-figo/ Bloco do Boi da Cara Preta/ E o Carcará na Folia/ O Pau D’Arco de Remi, Ôi Abra a Porta oi Nóis Aqui de Novo.../ Lá Vem o Zé Gomes “ZÉ SAPO”/ Um Pierrô Sem Colombina, Animando o Carnaval.

Como podemos ver, muita coisa mudou de lá pra cá. Sobre as marchinhas falaremos pouco pra não ser extensivo. “Vassourinha” todos sabemos é o hino de todo carnaval. Vi aqui no instagram, algo que fez-me lembrar da marchinha “Aurora”, que diz, “Se você fosse sincera ô,ô,ô Aurora...” é composição do saudoso ator global Mário Lago e Roberto Roberti [1941]. 

No instagram, a Francine na página “Me Conte uma Curiosidade?” Encontra alguém na rua que fala sobre a origem da palavra: “Sincera”. Em Roma antiga existiam concursos de esculturas. Era comum acontecer que, quando as esculturas ficavam velhas apresentarem rachaduras. Os artistas encontraram um jeito de “maquiar” essas falhas, colocando cera. Então uma regra foi criada, só aceitar no concurso, esculturas “Sin Cera”, que em latim significa: “Sem Cera”.

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

TRADUZINDO DO INGLÊS PRO NORDERTINÊS

What The Hell?=DIABÉISSO?

Hurry Up!=AVIA HÔMI!

Take is Easy!=SE AVEXE NÃO!

Don’t Be Estupid!=DEIXE DE SER JUMENTO!

A Professora de Matemática no primeiro dia de Aula. Antes do Carnaval:

-Vou Passar uma Atividade e Liberar Vocês, tá? E Copiou no quadro: 01 RIM + 01 RIM=2 RINS. Isso é UM CÁLCULO RENAL.

O VERBO “MAR” QUE SÓ EXISTE NO NORDESTE

MARRAGORA LASCOU!

FOI MARROMENOS ASSIM...

MARRERA SÓ O QUE FALTAVA!

MARRÉ CLARO!

MARRAPAZ! EU NUM DIGO MERMO?

MARDERNA DE QUANDO, É ASSIM?

FELIZ CARNAVAL PRA TODOS VOCÊS! No meu blog: fabiosoarescampos.blogspot. com o Conto: “Era Dia de Carnaval”.



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