Alagoas não solicitou tropas federais para as eleições, diz TRE
Tribunal afirma que campanha segue tranquila e fecha acordo com forças de segurança para atuação no pleito.
A Justiça Eleitoral de Alagoas ainda não recebeu pedidos para o envio de tropas federais para reforçar a segurança durante as eleições de 2026. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), até esta sexta-feira (4), não havia solicitação de juízes eleitorais nem do próprio tribunal para o emprego das Forças Armadas no estado.
A avaliação do TRE é de que o período de campanha tem transcorrido dentro da normalidade, sem registros, até o momento, de situações que indiquem a necessidade de reforço federal.
Apesar disso, o tribunal e as forças de segurança já definiram um planejamento conjunto para o período eleitoral. Em reunião realizada na sexta-feira (4), o presidente do TRE-AL, desembargador Alcides Gusmão, e representantes dos órgãos de segurança assinaram o Termo de Cooperação Técnica nº 12/2026.
O documento estabelece a atuação integrada das instituições responsáveis pela segurança das eleições. O planejamento envolve o TRE, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e guardas municipais.
Maceió, União dos Palmares e São Miguel dos Campos também participam, até o momento, das ações.
Plano de segurança
O planejamento operacional é mantido em sigilo e não foi divulgado à imprensa. A estratégia, porém, prevê ações desde a fase pré-eleitoral até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno, em 25 de outubro.
Também estão incluídas as etapas de apuração e totalização dos votos e o período imediatamente posterior à divulgação dos resultados.
Entre as atribuições previstas estão a proteção de eleitores nos locais de votação e durante deslocamentos, a segurança de magistrados, promotores, servidores e demais profissionais envolvidos no processo eleitoral, além da preservação dos locais de votação e de apuração.
O plano também contempla ações de prevenção e repressão a crimes eleitorais, incluindo aqueles praticados no ambiente digital e com o uso de inteligência artificial.
“Essa união de esforços é fundamental para que tenhamos uma eleição segura e tranquila em todo o Estado”, afirmou Alcides Gusmão durante a assinatura do termo.
Quem fará a segurança
O acordo distribui as responsabilidades entre os órgãos envolvidos.
A Polícia Federal atuará como polícia judiciária da Justiça Eleitoral. A Polícia Militar ficará responsável pela segurança nos locais de votação e pela proteção das urnas.
A Polícia Civil estará disponível para atender ocorrências, enquanto a Polícia Rodoviária Federal manterá a fiscalização das rodovias federais e dará apoio ao transporte e à escolta de urnas nos trechos sob sua responsabilidade.
O Corpo de Bombeiros, a Polícia Penal e as guardas municipais também terão funções definidas dentro do planejamento.
A coordenação geral das ações ficará a cargo do TRE-AL, que será responsável por acompanhar a execução do plano e promover eventuais atualizações.
TSE já autorizou tropas em cinco estados
A ausência de pedido em Alagoas ocorre enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já autorizou o envio de forças federais para municípios de Ceará, Tocantins, Rio de Janeiro, Piauí e Acre nas eleições deste ano.
O emprego das Forças Armadas em eleições é previsto na legislação brasileira e costuma ser solicitado para localidades onde há necessidade de reforço para garantir a segurança, o acesso aos locais de votação ou a normalidade do pleito.
Entre as justificativas apresentadas em pedidos já analisados estão conflitos agrários, proximidade de unidades prisionais, proteção de terras indígenas e dificuldades de acesso a comunidades isoladas.
A atuação militar pode ocorrer tanto no apoio logístico — como transporte de urnas e equipes — quanto na Garantia da Votação e Apuração (GVA), quando as tropas são empregadas para reforçar a segurança em determinada localidade.
Nas eleições de 2022, as Forças Armadas atuaram em 11 estados, com operações de logística, segurança e apoio a regiões de difícil acesso.





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