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  • Santana do Ipanema, 07/03/2026
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Mulheres comandam, cuidam e organizam o Hospital de Emergência do Agreste

Maior unidade hospitalar do interior de Alagoas conta com mais de 60% da força de trabalho formada por mulheres

Foto: Tony Medeiros / Ascom Sesau
Mulheres comandam, cuidam e organizam o Hospital de Emergência do Agreste A diretora-geral do Hospital de Emergência do Agreste, Bárbara Albuquerque, conduz a gestão da instituição hospitalar, referência para 46 municípios da II Macrorregião de Saúde
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O Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, realiza, em média, 80 mil atendimentos por ano. E para assegurar esse montante, uma gande engrenagem funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, sendo sustentada, majoritariamente, por mulheres, uma vez que, mais de 60% dos profissionais da unidade são do sexo feminino.

E a força feminina não se resume às estatísticas. Está nas decisões administrativas, no acolhimento às famílias, na organização dos processos internos e na assistência prestada diariamente à população. Isso porque, o HEA atende a população dos 46 municípios das regiões Agreste, Sertão e Baixo São Francisco, que integram a II Macrorregião de Saúde de Alagoas.

São profissionais firmes nas decisões, atentas aos detalhes, exigentes com protocolos e comprometidas com resultados. O crescimento da instituição hospitalar, ao longo dos anos, ampliou responsabilidades e serviços, exigindo uma gestão qualificada, com uma olhar sensível à causa dos pacientes, em que majoritariamente as mãos femininas executam as tarefas assistenciais e gerenciais.

Mãos femininas na gestão

À frente da direção-geral está a fonoaudióloga Bárbara Albuquerque, de 41 anos. Casada e mãe de dois filhos, conduz a gestão de uma estrutura que não interrompe atividades. “A vida é corrida, mas sabemos que é pelo bem-estar da família, dos profissionais e dos usuários do serviço público de saúde”, afirma.

Para ela, a capacidade feminina de assumir múltiplas responsabilidades impacta diretamente na rotina hospitalar. “Não é fácil desempenhar tantos papéis, mas é possível. Essa dedicação está presente em cada setor”, pontua Bárbara Albuquerque.

A diretora-geral do HEA também fez questão de registrar o reconhecimento às mulheres que atuam na unidade. “Quero agradecer e parabenizar todas as mulheres do Hospital de Emergência do Agreste. Cada uma, na sua função, contribui diretamente para que o atendimento aconteça com responsabilidade e respeito. O trabalho de vocês sustenta esta instituição hospitalar todos os dias”, enfatiza.

Mãos femininas para a expansão

Referência em trauma quando foi inaugurado em julho de 2003, o HEA seguiu um novo caminho durante o período da Pandemia de Covid-19. Por meio de mãos femininas em postos estratégicos, o hospital assumiu papel fundamental no atendimento aos pacientes acometidos pelo coronavírus, com reorganização interna e ampliação de áreas assistenciais. Ficou dividido entre Trauma e Covid-19.

Nos últimos anos foram estruturadas linhas especializadas como a Unidade de AVC, a Unidade Especializada em Pré-Natal de Alto Risco (Uepnar), a Área Lilás para acolhimento de vítimas de violência, a ala de atendimento vascular, o Serviço de Atenção à Pele e Feridas, a assistência para hemorragia digestiva alta, além do aumento no número de leitos da Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

O HEA também avançou na política de transplantes, por meio da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) e implantou o Programa Preparando a Volta Para Casa. A maior unidade hospitalar do interior do Estado mantém, ainda, o Projeto Sala de Espera, a Brinquedoteca Alegre e Brinque e investe na formação profissional, por meio de estágios para universitários, residência médica, residências em saúde e atuação constante do Núcleo de Educação Permanente (NEP).

Por trás desses números e serviços, estão histórias que ajudam a explicar o funcionamento diário da instituição hospitalar. A assistente social Jannyne Gomes, de 43 anos, atua há 16 anos na profissão e há quatro no HEA. Há cinco meses assumiu a Coordenação do Serviço Social. Dos 25 profissionais do setor, apenas um é homem. "Somos o contato com a família do paciente, garantimos direitos, orientamos sobre benefícios e acompanhamos situações de vulnerabilidade”, afirma.

Segundo ela, parte da rotina envolve esclarecer pacientes sobre seguro após acidente de trânsito e direitos previdenciários. “Muitos chegam sem informação. Nosso papel é orientar e acompanhar cada caso com responsabilidade.” Para Jannyne, liderar exige escuta e equilíbrio. “É preciso ouvir a equipe e entender que ninguém trabalha sozinho”, afirma.

Casada, mãe, líder, Jannyne se desdobra para cumprir as funções. “É o poder feminino de atuar em várias frentes e fazer dar certo”, declara.

Na Gerência de Enfermagem, o maior setor da instituição hospitalar, a presença feminina também é predominante. A enfermeira Dayse Nunes, de 37 anos, soma 15 anos de atuação no HEA e assumiu a gerência neste ano. Casada, mãe de duas crianças, ela relata que a rotina é exigente.

“A Enfermagem é formada, em sua maioria, por mulheres. O paciente chega com dor e precisa ser acolhido com respeito. É o que entregamos. Não é simples conciliar casa, filhos e uma função de gestão. Mas seguimos com responsabilidade e amor”, ressalta Dayse Nunes.

Mãos femininas na limpeza

Nos serviços gerais, Edijane Maria da Silva, de 37 anos, completa cinco anos de atuação no HEA. Casada, mãe de dois filhos, destaca a responsabilidade do trabalho, afinal, cada detalhe interfere na segurança hospitalar. “A limpeza exige atenção permanente. O ambiente precisa estar adequado para quem está internado e para quem trabalha. Assim como eu saio cedo para trabalhar, outras pessoas também saem para cuidar de alguém. Aqui, a gente cuida de quem cuida e de quem precisa”, revela.

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