Burnout: veja os sinais de alerta entre profissionais da saúde
Exaustão, irritabilidade, alterações no sono e perda de motivação podem indicar que o trabalhador está chegando ao limite.
A rotina dos profissionais da saúde envolve jornadas intensas, pressão constante e contato diário com situações de sofrimento e emergência. Quando esse desgaste se prolonga e não há tempo adequado para descanso e recuperação, o cansaço pode evoluir para um quadro de*burnout.
Entre os principais sinais de alerta estão exaustão persistente, irritabilidade, dificuldade de concentração, alterações no sono, perda de motivação e distanciamento emocional.
Segundo o enfermeiro e doutor em Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas Wbiratan de Lima Souza, é importante observar não apenas os sintomas apresentados pelo trabalhador, mas também as condições em que o serviço é realizado.
“Quem cuida de todo mundo também precisa ser cuidado. O profissional da saúde não deixa de ser humano quando veste o uniforme ou coloca o crachá”, afirma.
Riscos psicossociais
A discussão sobre saúde mental no ambiente de trabalho ganhou destaque com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a contemplar de forma expressa os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho.
A medida amplia a atenção para situações da organização e das condições laborais que podem contribuir para o adoecimento dos trabalhadores.
Para Wbiratan, a prevenção não deve ficar restrita ao comportamento individual.
“Se existe uma organização do trabalho que favorece o adoecimento, é preciso identificar esse risco, compreender suas causas e construir medidas de prevenção”, explica.
Como diferenciar cansaço e burnout?
O cansaço após uma jornada intensa pode ser considerado normal. O problema surge quando o trabalhador deixa de conseguir se recuperar e passa a apresentar mudanças persistentes no comportamento e na disposição.
Perda de motivação, alterações emocionais, dificuldade para realizar as atividades e problemas nos relacionamentos são alguns dos sinais que indicam a necessidade de atenção.
Na área da saúde, profissionais como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem estão entre os trabalhadores expostos diariamente a situações de pressão, sofrimento, perdas e decisões que podem afetar diretamente os pacientes.
A recomendação é procurar ajuda quando os sintomas forem persistentes e começarem a interferir na vida pessoal ou profissional. As instituições também têm papel importante na identificação e prevenção dos fatores que podem contribuir para o adoecimento.
Para o especialista, cuidar da saúde dos trabalhadores também ajuda a garantir melhores condições para o atendimento aos pacientes.





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