Alagoas terá R$ 3,28 bilhões do FNE para investimentos em 2027
Banco do Nordeste e parceiros definem nesta sexta-feira a distribuição dos recursos entre os setores produtivos do estado.
O Banco do Nordeste (BNB), instituições ligadas ao desenvolvimento, órgãos governamentais e entidades representativas do setor produtivo alagoano vão planejar a distribuição dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para Alagoas em 2027, orçado em R$ 3,280 bilhões.
A reunião acontece nesta sexta-feira, 11, a partir das 9h, no auditório da Superintendência Estadual do BNB, em Maceió, e apontará a distribuição desse orçamento por segmento econômico: agricultura, comércio e serviços, indústria, infraestrutura, pecuária, pessoa física e turismo.
O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) é administrado pelo BNB, sendo sua principal fonte de recursos para diversas linhas de crédito. Para 2027, o valor definido é 16% maior do que o orçamento planejado para este ano.
O gerente de Desenvolvimento Territorial do BNB em Alagoas, Manoel Roberto Muniz, lembra ainda que o orçamento indicado delimita o piso de aplicações para o banco no estado e que as contratações de financiamento com recursos do Fundo podem ser ainda maiores. “Temos tido um histórico de contratações até superior ao orçamento, por ano. Havendo bons projetos no estado, com os devidos enquadramentos legais, são possíveis de financiamento pelo FNE”, atesta.
Planejamento setorial
O gestor ressalta ainda que o FNE é composto por parte de recursos de alguns impostos federais e que foi criado pela Constituição de 1988 para promoção do desenvolvimento sustentável do Nordeste e diminuição das desigualdades regionais.
“São recursos subsidiados que permitem taxas bastante atrativas e prazos alongados de financiamento”, esclarece.
Manoel Roberto reforça a importância da reunião estadual para haver um planejamento orçamentário que procure atender e equilibrar as demandas por crédito dos setores produtivos locais.
“É uma etapa legal que realizamos todos os anos para uma construção colaborativa desse orçamento setorial. Antes do evento, fazemos a escuta dos diversos segmentos e suas representatividades, para entendermos onde estão as maiores necessidade de crédito e também as maiores potencialidades locais”, destaca.
Após essa etapa, cada estado envia sua proposta, que segue para aprovação pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).





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