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  • Santana do Ipanema, 07/09/2026
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Estudantes da rede municipal lançam foguetes em projeto de Ciências e Astronomia

Atividade reuniu alunos do 4º ao 9º ano e colocou em prática conteúdos de Ciências, Matemática, Língua Portuguesa e ensino bilíngue.

Foto: Caio Cruz
Estudantes da rede municipal lançam foguetes em projeto de Ciências e Astronomia

Estudantes da rede municipal de Maceió participaram de uma atividade prática de Ciências e Astronomia que terminou com o lançamento de foguetes construídos por eles com garrafas PET. A ação ocorreu na quinta-feira (3), no Gigantão Vila Olímpica, nos períodos da manhã e da tarde.

A atividade marcou o encerramento do Projeto Ciência e Astronomia, desenvolvido pelo Parque Biblioteca durante os meses de julho e agosto. A iniciativa envolveu alunos do 4º ao 9º ano de seis escolas municipais: Maria de Fátima Lira, Selma Bandeira, Aurélio Buarque de Holanda, Petrônio Viana, Frei Damião e Padre Brandão Lima.

Durante o projeto, os estudantes tiveram contato com conteúdos sobre galáxias, planetas, estrelas e satélites. Os temas foram trabalhados de forma integrada com disciplinas como Matemática e Língua Portuguesa, além do ensino bilíngue.

Na etapa final, os alunos construíram os próprios foguetes e acompanharam os testes de lançamento. A experiência permitiu aplicar conceitos estudados em sala e também trabalhar aspectos como planejamento, resolução de problemas e trabalho em equipe.

Segundo o coordenador-geral do Parque Biblioteca, Guilherme Andrade Costa, a construção dos modelos ajudou os estudantes a compreender diferentes etapas do processo de investigação científica.

“Cada lançamento de foguete é o resultado de um trabalho em equipe. As crianças puderam vivenciar também o trabalho coletivo e a resolução de problemas durante essa investigação científica”, afirmou.

A proposta também incluiu a produção de textos sobre as experiências vivenciadas e o aprendizado de vocabulário relacionado à Astronomia em inglês.

Entre expectativa e frustração

O momento dos lançamentos foi marcado pela expectativa dos estudantes, que acompanharam os testes para saber se os foguetes conseguiriam decolar. Nem todos os modelos tiveram o resultado esperado, mas a experiência serviu também para mostrar que erros fazem parte do processo de aprendizagem científica.

Júlia Alves, de 10 anos, aluna da Escola Municipal Maria de Fátima Lira, contou que ficou animada com a experiência, mesmo quando o foguete construído por seu grupo não conseguiu voar.

“Eu achei a experiência muito legal, principalmente ver o foguete voando. [...] Fiquei feliz na hora que o foguete voou. Eu achei que não ia dar certo, mas o nosso não deu mesmo. Mesmo assim, eu já estava feliz”, relatou.

Maria Luísa, de 11 anos, também destacou o trabalho em equipe e disse que pretende repetir a experiência.

“Foi muito legal e divertida. Aprendi muitas coisas novas. Fazer o foguete em equipe foi muito legal. Quando vi ele voando, senti muita alegria, muita felicidade em saber que eu fiz aquele foguete para voar”, disse.

Aprendizado na prática

A atividade faz parte das ações realizadas no contraturno da educação em tempo integral. Para a subsecretária de Gestão Pedagógica da Semed, Mirna Costa, experiências desse tipo ajudam a aproximar conteúdos teóricos da realidade dos estudantes.

“Essa iniciativa é uma oportunidade para que as crianças tenham uma noção de velocidade e tecnologia, além de compreenderem conceitos matemáticos na prática”, afirmou.

O projeto utilizou a Astronomia como ponto de partida para integrar diferentes áreas do conhecimento e estimular os alunos a aprender por meio da experimentação. A construção e os lançamentos dos foguetes também permitiram trabalhar conceitos científicos a partir de uma atividade prática e coletiva.

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