Sede com problemas faz Conselho Tutelar parar em Arapiraca
Unidade interrompeu os serviços presenciais por risco à segurança; casos urgentes seguem sendo atendidos em plantão 24 horas por telefone e e-mail.
O Conselho Tutelar da 1ª Região de Arapiraca suspendeu o atendimento presencial em sua sede, localizada na Rua Graciliano Ramos, no bairro Baixão, após a identificação de problemas estruturais no imóvel. A medida entrou em vigor nesta segunda-feira (3) e foi adotada pelos cinco conselheiros que atuam na unidade.
Entre as irregularidades apontadas estão rachaduras, infiltrações e mofo, condições que, segundo os conselheiros, comprometem a segurança de servidores e da população atendida.
Diante da situação, a Prefeitura de Arapiraca informou que uma equipe da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social realizará uma vistoria técnica no prédio para avaliar os danos. A partir do laudo, será elaborado um cronograma para a execução dos reparos ou definição de outra solução para o funcionamento da unidade.
Enquanto o problema não é resolvido, o atendimento ao público ocorrerá apenas em regime de plantão, 24 horas por dia. Os casos urgentes podem ser encaminhados pelo telefone (82) 99838-7232 ou pelo e-mail ctarapiracaregiao1arapiraca@gmail.com.
Reforma prometida não saiu do papel
O presidente do Conselho Tutelar da 1ª Região, Weslem Rodrigues, afirmou que o problema já havia sido levado ao conhecimento de representantes do Executivo, do Judiciário, do Ministério Público e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente ainda em outubro de 2025.
Na época, segundo ele, foi discutida a reforma da sede ou a transferência da unidade para outro imóvel. A expectativa era de que a situação fosse resolvida até abril deste ano, mas nenhuma das alternativas foi colocada em prática.
"Na ocasião, estivemos com um representante do Executivo, o juiz, a promotora da Infância e o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, mas nada foi resolvido", afirmou Weslem.
Atendimento envolve público vulnerável
O presidente do conselho destacou que a suspensão do atendimento presencial foi uma medida necessária para preservar a integridade física de todos que frequentam o local, especialmente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
"Recebemos crianças que já chegam com todo tipo de trauma e sofrimento. Não podemos expor a vida delas a um ambiente com riscos estruturais e condições insalubres", declarou.
Até que o imóvel tenha condições seguras de funcionamento ou uma nova sede seja disponibilizada, os atendimentos presenciais permanecem suspensos.






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