Copa de 2026 evidencia a força do consumo multiplataforma
Levantamento da Comscore aponta 5,4 bilhões de visualizações de vídeos e 686 milhões de interações durante a fase de grupos; influenciadores responderam por 37% das conversas sobre o Mundial.
Dados da Comscore revelam que a fase de grupos da FIFA World Cup 2026 gerou 5,4 bilhões de visualizações de vídeo e 686 milhões de interações nas redes sociais. Quase 4 em cada 10 conversas sobre o torneio (37%) foram impulsionadas por influenciadores, reforçando o papel da Economia dos Criadores na experiência do Mundial
São Paulo, julho de 2026 – A Copa do Mundo de 2026 reforça a transformação do consumo de conteúdo esportivo em uma experiência cada vez mais distribuída entre transmissões ao vivo, redes sociais, plataformas de vídeo e criadores de conteúdo. Dados da Comscore mostram que a fase de grupos do torneio gerou 5,4 bilhões de visualizações de vídeo e 686 milhões de interações sociais, na fase de grupos, evidenciando o papel central dos ambientes digitais na jornada das audiências.
Mais do que acompanhar as partidas, os torcedores participaram ativamente das conversas em múltiplas plataformas, consumindo análises, bastidores, reações e conteúdos em tempo real. Nesse cenário, os influenciadores se destacaram como importantes catalisadores da atenção: 37% das menções relacionadas à Copa foram registradas em perfis de criadores de conteúdo, reforçando o avanço da Economia dos Criadores como parte essencial da experiência dos grandes eventos esportivos.
Disputa por atenção: publishers redefinem a cobertura em tempo real
A cobertura da Copa também evidenciou a crescente relevância dos publishers digitais na cobertura e construção das conversas esportivas. Entre os publishers analisados, a liderança no engajamento de conteúdos relacionados a Copa ficou com a CazéTV, que registrou 153 milhões de interações com 954 publicações no período. Na sequência aparecem TNT Sports com 101 milhões de interações, TV Globo com 33 milhões, getv 32 milhões e ESPN Brasil com 29 milhões. Os números mostram a relevância crescente de canais nativos digitais e de modelos de transmissão multiplataforma na cobertura do torneio.
“A Copa do Mundo é um exemplo claro de como a audiência passou a consumir conteúdo de forma integrada entre diferentes plataformas. O interesse não está apenas na transmissão da partida, mas em toda a conversa que acontece ao redor dela, envolvendo publishers, plataformas e criadores de conteúdo”, afirma Ingrid Veronesi, country manager da Comscore no Brasil.
Streaming aberto impulsiona uma nova experiência do Mundial
A Copa do Mundo de 2026 evidencia o avanço do streaming aberto no consumo de eventos esportivos, consolidando as plataformas digitais como parte da experiência do torcedor. Durante a fase de grupos, as transmissões ao vivo somaram bilhões de visualizações, a CazéTV alcançou recorde de audiência até até o final da fase de 16 avos de final, registrando 2,8 bilhões de visualizações no YouTube em 2.255 vídeos publicados. No mesmo período, o canal ampliou sua base de inscritos em 37%, alcançando mais 38 milhões de seguidores, além de acumular 481 milhões de comentários, demonstrando um alto nível de engajamento da audiência.
Os números refletem uma mudança na jornada de consumo do torcedor, que acompanha as partidas ao mesmo tempo em veículos tradicionais e digitais. As transmissões mais assistidas na CazéTV foram Brasil x Japão, com 172 milhões de visualizações, Costa do Marfim x Noruega, com 119 milhões, e Espanha x Áustria, com 119 milhões, reforçando o papel das transmissões digitais ao vivo como centros de audiência, conversa e participação durante o Mundial.
Escalações digitais: seleções nacionais como hubs de engajamento
No Instagram, a disputa entre as seleções também acontece fora das quatro linhas. Considerando o período até o fim dos 16 avos de final, Portugal lidera o ranking com 73 milhões de interações, seguido por Brasil (53 milhões), México (49 milhões), França (46 milhões) e Argentina (43 milhões). Os dados mostram que os perfis oficiais das seleções se consolidaram como pontos permanentes de conexão com os torcedores, ampliando a experiência da Copa para além dos dias de jogo. Durante toda a competição, essas contas mantêm um volume relevante de interações, reforçando o papel das redes sociais como uma extensão contínua da presença das seleções e do relacionamento com suas audiências.
Influenciadores impulsionam as conversas
Os criadores de conteúdo são destaques na dinâmica de engajamento do torneio. Quase metade das menções relacionadas à Copa do Mundo (37%) foi registrada em perfis de influenciadores digitais, reforçando o avanço da Economia dos Criadores como elemento central da experiência esportiva contemporânea.
Entre os brasileiros com maior volume de interações no período aparecem Alfinetei com 25 milhões de interações, Desimpedidos, com 22 milhões, Ronaldinho Gaúcho, com 19 milhões, Leo Dias e Fred empatados com 9 milhões. Os dados evidenciam como os criadores ampliam o alcance das conversas e ajudam a conectar audiências, marcas e plataformas em torno do evento.
Placar consolidado: um ecossistema integrado de mídia em múltiplas telas
Os dados da Comscore indicam que a Copa do Mundo de 2026 amplia o alcance do evento para além da transmissão linear, com forte integração entre TV, redes sociais e plataformas de streaming, em um modelo de consumo simultâneo e contínuo.
“Compreender o comportamento das audiências digitais exige uma visão integrada do consumo. Mais do que acompanhar o desempenho de canais isolados, é preciso entender como publishers, plataformas e criadores se complementam ao longo da experiência do público em grandes eventos esportivos”, conclui Ingrid Veronesi.
Acesse o infográfico para mais informações.






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