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  • Santana do Ipanema, 26/10/2026
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Fábio Leite

Do Sertão à sustentabilidade: dois episódios de muita conversa com Ygo Costa no Podcast AgroAmbiental

Água, Caatinga, mudanças climáticas, coleta seletiva, arborização, educação ambiental e até concurso público. Foram tantos assuntos que uma entrevista só não foi suficiente para conversar sobre os desafios ambientais de Alagoas.

Foto: PodCast Agroambiental
Do Sertão à sustentabilidade: dois episódios de muita conversa com Ygo Costa no Podcast AgroAmbiental

Quandoconvidamos o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos deAlagoas, João Ygo da Costa Araújo, para participar do PodcastAgroAmbiental, já imaginávamos que teríamos muita coisa para conversar. Afinal,a área ambiental é bastante ampla e envolve questões que fazem parte do nossocotidiano, principalmente de quem vive no interior do estado.

Mas o bate-paporendeu tanto que precisamos dividi-lo em duas partes, exibidas no segundo e noterceiro episódios do nosso podcast.

E não foi porfalta de assunto! Conversamos sobre água, recuperação de nascentes, preservaçãoda Caatinga, mudanças climáticas, arborização urbana, resíduos sólidos,reciclagem, educação ambiental e muitos outros temas. Também aproveitei aoportunidade para fazer algumas perguntas mais delicadas, daquelas que muitagente gostaria de fazer a um secretário de Estado.

Vou compartilharaqui alguns dos pontos mais interessantes dessa conversa.

Antes de falar de meio ambiente,quem é Ygo Costa?

Começamos nossaentrevista conhecendo um pouco mais sobre a pessoa por trás do cargo.

Natural deMaceió, com raízes familiares em Boca da Mata, Ygo contou sobre sua infância, ainfluência da família e sua trajetória no serviço público.

Administrador deformação, ele já passou por diferentes áreas da administração pública,incluindo saúde, segurança alimentar e gestão administrativa.

Uma dashistórias mais marcantes que compartilhou foi sobre sua experiência à frente deuma unidade hospitalar em Delmiro Gouveia. Segundo ele, o contato direto comsituações difíceis e com as necessidades da população ajudou a transformar suamaneira de enxergar a gestão pública.

Também falousobre a influência do deputado estadual Ronaldo Medeiros em sua trajetóriaprofissional e sobre os desafios de assumir a SEMARH.

Uma coisa quechamou minha atenção foi sua defesa de uma gestão que não fique restrita aosgabinetes. Para ele, conhecer de perto a realidade das comunidades éfundamental para construir políticas públicas que realmente funcionem.

E foi justamenteessa visão que acabou aparecendo em praticamente todos os assuntos da nossaconversa.

Água no Sertão: uma preocupaçãoque nunca sai de pauta

Quem vive noSertão sabe que água não é apenas um recurso natural. É qualidade de vida,saúde, produção de alimentos e oportunidade de desenvolvimento.

Por isso,dedicamos uma boa parte da primeira entrevista à segurança hídrica.
Ygo destacou que os 42 municípios do Semiárido alagoano exigem atenção especialdo poder público, principalmente quando falamos do abastecimento dascomunidades rurais.

Conversamossobre a perfuração de poços artesianos, a implantação de microssistemas deabastecimento e os investimentos em dessalinização.

Segundo osecretário, Alagoas já contava, na época da entrevista, com 102dessalinizadores instalados no Semiárido, além de iniciativas para ampliare recuperar esses sistemas.

Mas fiz questãode levantar uma questão que conhecemos muito bem: de que adianta perfurar umpoço se, pouco tempo depois, ele deixa de funcionar por falta de manutenção?

Ygo explicou queo Estado tem buscado envolver as prefeituras e as próprias comunidades noacompanhamento desses sistemas.

Falamos sobreassociativismo, organização comunitária e a importância de criar mecanismospara garantir que os equipamentos continuem funcionando.

Tambémdiscutimos a regularização dos poços particulares.

Muitosproprietários rurais ainda desconhecem a necessidade da outorga de direito deuso dos recursos hídricos, instrumento que permite ao poder público acompanhara utilização da água.

O secretáriodestacou que a SEMARH busca orientar os usuários e incentivar a regularizaçãodas captações. Informou ainda que, quando a documentação está completa e oprocesso não apresenta pendências, a emissão da outorga pode ocorrer emaproximadamente 30 dias.

É um assuntoimportante tanto para quem já possui um poço quanto para quem pretende perfurarum.

Recuperar nascentes também égarantir água para o futuro

Ainda falandosobre recursos hídricos, entramos na questão da recuperação de nascentes.

Ygo apresentouações desenvolvidas pela SEMARH, inclusive em assentamentos rurais, comunidadesquilombolas e indígenas.

Conversamossobre a importância do cercamento das áreas, da recuperação da vegetação nativae da proteção das matas ciliares.

O secretáriotambém destacou a parceria com o Ministério Público de Alagoas nessasiniciativas.

E aqui vale umareflexão: muitas vezes nos preocupamos em encontrar novas fontes de água, masesquecemos de proteger aquelas que já existem.

Recuperar umanascente não significa apenas melhorar o abastecimento. Significa proteger osolo, a biodiversidade e o equilíbrio ambiental de toda uma região.

Mudanças climáticas, enchentes eperíodos de seca

Outro assuntoque rendeu bastante foi o trabalho da Sala de Alerta da SEMARH.

Vocêprovavelmente já viu algum alerta de chuvas intensas ou notícias sobre omonitoramento de rios e reservatórios em Alagoas.

Durante aentrevista, Ygo explicou como funciona esse acompanhamento e destacou que os102 municípios alagoanos são monitorados.

Esse trabalhoauxilia a Defesa Civil e permite acompanhar situações que podem representarriscos à população.

Tambémconversamos sobre o fenômeno El Niño, os períodos de estiagem e os efeitos dasmudanças climáticas sobre o Semiárido.

O secretárioapresentou ações de planejamento e articulação entre instituições paraenfrentar os impactos da falta de chuvas, especialmente sobre o abastecimentohumano e a produção rural.

Falamos aindasobre o Fórum Alagoano de Mudanças Climáticas e a importância de incluiragricultores, comunidades, universidades e órgãos públicos nessas discussões.

Afinal, quemtrabalha com agricultura e pecuária sabe que as mudanças no comportamento daschuvas afetam diretamente a produção.

Nossa Caatinga merece muito maisatenção

Um dos temas deque mais gostei foi a conversa sobre a Caatinga.

Durante muitosanos, o bioma foi retratado como uma região sem vida, marcada apenas pela seca,pelo solo rachado e pela vegetação aparentemente morta.

Mas quem conheceo Sertão sabe que a realidade é bem diferente.

A Caatingapossui uma biodiversidade extraordinária, espécies adaptadas às condições doSemiárido e uma importância ambiental que nem sempre recebe o reconhecimentomerecido.

Ygo falou sobreos desafios de combater o desmatamento e a desertificação, além das iniciativasvoltadas à recuperação de áreas degradadas.

Também abordamoso manejo inadequado do solo, as queimadas e a pressão exercida por determinadasatividades produtivas.

Uma questãointeressante foi a necessidade de desenvolver técnicas de recuperação adaptadasàs características de cada área.

Não existe umareceita única para recuperar um ambiente degradado. É preciso avaliar o solo, avegetação, o clima e o histórico de utilização daquela propriedade.

E,principalmente, precisamos compreender que a preservação da Caatinga podecaminhar junto com a produção agropecuária.

Arborização urbana: muito maisdo que plantar árvores

A arborizaçãourbana apareceu nas duas partes da nossa conversa.

E esse é umassunto de que gosto bastante, inclusive por fazer parte da minha rotinaprofissional.

Na entrevista,discutimos o Plano Estadual de Arborização Urbana, que, segundo Ygo, estava emfase final de preparação para lançamento.

O secretáriodestacou a participação dos municípios na elaboração do documento e aimportância de planejar adequadamente a arborização das cidades.

Falamos sobreescolha de espécies, espaços disponíveis, interferências com a rede elétrica,manutenção e benefícios para o conforto térmico.

Ygo citou comoexemplo estudos e discussões com o município de Delmiro Gouveia, envolvendo umaproposta de plantio de 10 mil mudas ao longo de quatro anos.

Segundo aprojeção mencionada durante a entrevista, a arborização poderia proporcionarbenefícios expressivos para as condições térmicas da cidade ao longo dos anos.

Mas deixamos umacoisa muito clara: não basta sair plantando árvores.
É preciso escolher as espécies certas, plantá-las nos locais adequados egarantir sua manutenção.

Uma árvoreplantada sem planejamento pode acabar trazendo problemas. Já uma arborizaçãobem executada representa benefícios para a saúde, para o meio ambiente e para aqualidade de vida da população.

Educação ambiental não podeacontecer apenas no Dia da Árvore

Na segunda parteda entrevista, um dos assuntos que mais renderam foi a educação ambiental.

E aqui tivemosuma concordância importante: educação ambiental não pode ser lembrada apenasnas datas comemorativas.

É muito comumvermos atividades no Dia da Árvore, no Dia Mundial do Meio Ambiente ou no Diada Água. Essas iniciativas são importantes, mas não podem representar todo otrabalho realizado durante o ano.

Defendemos que aeducação ambiental precisa estar presente continuamente nas escolas e nascomunidades.

Ygo chegou aafirmar que gostaria de ver a educação ambiental trabalhada como uma disciplinanas escolas públicas.

Tambémconversamos sobre o programa de hortas escolares desenvolvido pela SEMARH.

A iniciativa vaialém da produção de hortaliças. Ela permite que os estudantes aprendam, naprática, sobre alimentação saudável, cultivo, responsabilidade e preservaçãoambiental.

O secretáriocitou experiências positivas em escolas, incluindo uma unidade em Palmeira dosÍndios, onde a horta implantada foi ampliada com a participação da comunidadeescolar.

Mas tambémchamou atenção para um problema bastante comum: projetos que começam bem eacabam abandonados por falta de acompanhamento.
Por isso, discutimos a responsabilidade das escolas e dos municípios namanutenção dessas ações.

Também falamossobre os Planos Municipais de Educação Ambiental, cuja elaboração vem sendoacompanhada e cobrada pelo Ministério Público.

Uma ideiainteressante que surgiu durante nossa conversa foi utilizar as datascomemorativas para apresentar à população os resultados alcançados ao longo doano.
Por exemplo: no Dia da Árvore, em vez de realizar apenas um plantio simbólico,por que não mostrar quantas árvores foram plantadas e quantas sobreviveramdurante os últimos doze meses?

É uma maneira detransformar uma comemoração em prestação de contas e incentivo à continuidadedas ações.

Lixo eletrônico: uma parceriaque já funciona em Santana do Ipanema

Outro assunto dasegunda entrevista foi o projeto Coleta ON, Resíduo OFF, desenvolvidopela SEMARH para incentivar a destinação ambientalmente adequada de resíduoseletroeletrônicos e lâmpadas.

E aquiaproveitei para compartilhar um pouco da experiência que temos em Santana doIpanema.

Nosso municípioparticipa do projeto como cidade-polo, recebendo materiais coletados tanto emSantana quanto em municípios vizinhos.

Além dascampanhas realizadas em parceria com o Estado, já contamos com um trabalhopermanente de recebimento de resíduos eletrônicos e lâmpadas.

Temos pontos deentrega voluntária e também realizamos coletas mediante solicitação dapopulação.

Durante aconversa, expliquei que o município mantém parcerias para garantir a destinaçãodesses materiais a empresas especializadas.

Ygo ressaltou aimportância dessas iniciativas e defendeu que os municípios ampliem suas açõespara além dos períodos das campanhas estaduais.

E esse érealmente o caminho: não adianta realizar uma grande campanha de recolhimentode resíduos e depois passar o restante do ano sem oferecer alternativas àpopulação.

Alagoas acabou com os lixões.Mas resolveu o problema do lixo?

Essa foi uma dasperguntas que fiz ao secretário.

Alagoasconseguiu encerrar os lixões, uma conquista importante para a gestão deresíduos sólidos.

Mas será queisso significa que o problema está resolvido?

A resposta foinão.

O encerramentodos lixões representa uma etapa fundamental, mas ainda temos muito trabalhopela frente.

Precisamosavançar na coleta seletiva, na reciclagem, na redução da quantidade de resíduosencaminhados aos aterros sanitários e na valorização dos materiais recicláveis.

Durante aentrevista, conversamos sobre o quanto ainda desperdiçamos materiais quepoderiam retornar à cadeia produtiva.

E mais uma vezchegamos à educação ambiental.

A coletaseletiva só consegue avançar de verdade quando a população participa.

Separarcorretamente os resíduos em casa, respeitar os dias de coleta e compreender aimportância do trabalho dos catadores são atitudes simples que fazem uma enormediferença.

Recicla Santana: uma experiênciaque fiz questão de compartilhar

Esse foi um dosmomentos mais especiais da nossa conversa, porque tive a oportunidade deapresentar alguns resultados do trabalho desenvolvido em Santana do Ipanema.

Falamos sobre a ReciclaSantana, associação dos catadores de materiais recicláveis do município, esobre os desafios de fortalecer a coleta seletiva.

Uma das maioresdificuldades que enfrentamos é incentivar os catadores que ainda trabalhamindividualmente a participar do associativismo.

Nem sempre éfácil mostrar que trabalhar coletivamente pode proporcionar melhores condiçõesde trabalho, equipamentos e oportunidades de renda.

Durante obate-papo, compartilhei alguns números que considero muito importantes.

Quando iniciamoso acompanhamento da atividade, identificamos que a renda média mensal doscatadores girava em torno de R$ 300.

Com ofortalecimento da associação, investimentos em equipamentos, organização dasatividades e incentivos à produtividade, essa realidade mudou.

Na época da entrevista, a rendamédia mensal dos associados estava entre R$ 1.300 e R$ 1.500.

É uma mudançamuito significativa para quem depende dessa atividade para sustentar a família.

Tambémconversamos sobre os equipamentos disponibilizados à associação, como prensa ebalança, além dos mecanismos de incentivo à produtividade.

Outro pontoimportante foi o crescimento do número de associados, que, depois de terchegado a cinco integrantes, voltou a alcançar dez.

Ygo destacou aimportância de experiências como essa e falou sobre as ações do Estado parafortalecer associações e cooperativas de catadores, incluindo entrega deequipamentos, pontos de entrega voluntária e capacitações.

Também abordamosum problema que ainda precisa ser enfrentado: o preconceito contra quemtrabalha com materiais recicláveis.

Essestrabalhadores desempenham uma função ambiental e social importantíssima eprecisam ser valorizados.

É gratificanteacompanhar os resultados desse trabalho em Santana e perceber que a coletaseletiva pode gerar benefícios ambientais, econômicos e sociais ao mesmo tempo.

E o ICMS Verde, vai voltar?

Aproveitei aconversa sobre resíduos sólidos para fazer uma pergunta que interessa bastanteaos municípios e às associações de catadores.

O que aconteceucom o ICMS Verde?

Questionei osecretário sobre os efeitos da interrupção dos repasses e sobre a possibilidadede retomada do mecanismo.

Ygo afirmou que,segundo a posição do Governo do Estado, não se tratava de uma extinçãodefinitiva, mas de um processo de reformulação.

Explicou que aintenção seria aperfeiçoar o instrumento para garantir que os recursosproduzissem benefícios efetivos para a área ambiental.

Também ressaltouque o Estado vinha buscando fortalecer diretamente as associações ecooperativas por meio de equipamentos, capacitação e apoio às atividades.

A questão éimportante porque sabemos que a gestão ambiental nos municípios exigeinvestimentos permanentes.

E quando falamosem coleta seletiva, esses recursos podem representar melhorias nas condições detrabalho e na renda das famílias que vivem da reciclagem.

Fiscalização ambiental: orientarou punir?

Na segundaentrevista, também reservei um espaço para algumas perguntas mais delicadas.

Uma delas foisobre a burocracia ambiental.

Será que osprocedimentos ambientais ainda são burocráticos demais? É possível simplificaras exigências sem comprometer a preservação?

Ygo reconheceuque existem procedimentos que podem ser aperfeiçoados, mas defendeu quedeterminados controles são necessários para garantir a proteção ambiental.

Tambémconversamos sobre fiscalização, multas e embargos.

Perguntei se afiscalização deveria ser mais educativa ou mais punitiva.

O secretáriodefendeu que a orientação e a educação ambiental devem ter prioridade,especialmente quando as irregularidades são cometidas por desconhecimento.

Por outro lado,reconheceu que a aplicação de sanções continua sendo necessária quando hádescumprimento da legislação.

Falamos aindasobre a relação entre os órgãos ambientais e os produtores rurais.

Ygo destacou queo produtor precisa ser tratado como parceiro das políticas ambientais, e nãosimplesmente como alguém que deve ser fiscalizado.

A discussãotambém passou por questões políticas e pelas diferentes visões sobre a conduçãoda política ambiental brasileira.

Foi um momentointeressante justamente porque permitiu debater assuntos que muitas vezes geramdúvidas, críticas e opiniões divergentes.

SEMARH, IMA e municípiosprecisam trabalhar juntos

Outro temaimportante foi a atuação conjunta da SEMARH, do Instituto do Meio Ambiente deAlagoas (IMA) e das administrações municipais.

Conversamossobre a diferença entre as atribuições dos órgãos e a importância de evitarconflitos de competência.

Ygo destacou quea SEMARH atua na formulação e coordenação de políticas públicas, enquanto o IMApossui atribuições relacionadas ao licenciamento, à fiscalização e ao controleambiental.

Segundo ele, aintegração entre os dois órgãos é indispensável para que as políticas públicasproduzam resultados.

Tambémdiscutimos a participação dos municípios, especialmente na arborização, nacoleta seletiva, na educação ambiental e na recuperação de áreas degradadas.

E esse foi umassunto recorrente nas duas entrevistas: as políticas ambientais só funcionamplenamente quando chegam à realidade das comunidades.

E para quem sonha em trabalharna área ambiental?

Tambémaproveitei a presença do secretário para perguntar sobre a possibilidade deconcurso público para a SEMARH.

Ygo informou queestavam sendo realizados estudos e conversas com a área de planejamento doEstado para avaliar a realização de um concurso.

Ele destacou anecessidade de fortalecer o quadro técnico da secretaria, principalmente pelaimportância dos profissionais especializados em meio ambiente, meteorologia,recursos hídricos e outras áreas.

Mas deixou claroque, naquele momento, não havia uma data definida.

É uma informaçãoque interessa especialmente aos estudantes e profissionais que desejamconstruir uma carreira na gestão ambiental pública.

E qual o legado que Ygo Costapretende deixar?

Já caminhandopara o encerramento da nossa segunda conversa, resolvi fazer uma pergunta maispessoal.

O que faria YgoCosta olhar para trás, quando deixasse o cargo de secretário, e dizer que valeua pena?

A resposta foibastante voltada ao lado humano da gestão pública.

Ele destacou oconhecimento adquirido sobre Alagoas, as experiências vividas nas comunidades ea satisfação de contribuir para melhorar a vida das pessoas.

Também falousobre a importância de construir parcerias, fortalecer as políticas ambientaise deixar uma contribuição para as próximas gestões.

Ao final, Ygoreforçou sua visão de que o crescimento econômico precisa estar associado àresponsabilidade ambiental, mencionando experiências internacionais queconheceu durante viagens de trabalho.

O que ficou dessas duasconversas?

Depois de tantasperguntas, exemplos, histórias e discussões, uma coisa ficou ainda maisevidente para mim: a gestão ambiental está diretamente ligada à vida daspessoas.

Quando falamosem água, não estamos tratando apenas de um recurso natural. Estamos falando defamílias, comunidades e produção de alimentos.

Quandodiscutimos coleta seletiva, não estamos falando apenas de reduzir a quantidadede resíduos nos aterros. Estamos falando também de trabalho, renda e dignidade.

Quandodefendemos a arborização das cidades, estamos pensando em saúde, confortotérmico e qualidade de vida.

E quando falamosem proteger a Caatinga, estamos discutindo o futuro do nosso Sertão.

As duasentrevistas com Ygo Costa mostraram como a pauta ambiental é ampla e como aindatemos muitos desafios pela frente.

Tambémreforçaram algo em que acredito bastante: não podemos tratar desenvolvimentoeconômico e preservação ambiental como assuntos incompatíveis.

Precisamosproduzir, gerar emprego, desenvolver nossas cidades e melhorar as condições devida da população. Mas tudo isso precisa acontecer com planejamento eresponsabilidade.

Foi justamentepara estimular conversas como essas que criamos o Podcast AgroAmbiental.

Queremos abrirespaço para gestores públicos, profissionais, pesquisadores, agricultores,pecuaristas, empresários e todas as pessoas que, de alguma maneira, contribuempara o desenvolvimento do nosso estado.

E se umaconversa com o secretário de Meio Ambiente precisou render dois episódios,imaginem quantos outros assuntos ainda temos para discutir!

 

Não assistiu? Vale a penaconferir!

Se você gosta deassuntos relacionados ao meio ambiente, à agricultura, à pecuária e aodesenvolvimento sustentável, convido você a assistir às duas partes daentrevista.

Aqui conseguicompartilhar apenas alguns dos temas que discutimos. Nos vídeos, você acompanhaas explicações do secretário, nossas perguntas e todos os detalhes da conversa.

 

Primeira parte — PodcastAgroAmbiental, episódio 02:

https://www.youtube.com/watch?v=MQrCvXuWg_k

Segunda parte — PodcastAgroAmbiental, episódio 03:

https://www.youtube.com/watch?v=q4hrCk56iYc&t=70s

 

E aproveite parase inscrever no nosso canal. Temos novos encontros às terças-feiras, às 20h,sempre trazendo convidados e assuntos que fazem parte da realidade do nossoestado.

YouTube: https://www.youtube.com/@podcastagroambiental

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Até o próximo bate-papo!

 



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