Sinos Dobram? Sinos Falam! E isso não é metáfora

25 agosto 2013


Foto: Ilustração

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Noutro dia numa aula de biologia, tentei convencer meus alunos que a simples deslocação do acento de uma vogal para outra, em determinadas palavras, que nomeiam estruturas de uma célula, comprometem totalmente o entendimento do vocábulo. Por exemplo: mitocôndrias, vacúolos, centríolos. Na boca de quem não adquiriu intimidade com a tonicidade vocabular, podem virar monstrengos como: mitocondrias, vacuólos ou váculos , centriôlos e por aí vai. Pra explicar a gravidade do erro, escandalizei:

-Experimentem deslocar o acento tônico da palavra coco! Coitado! Vai virar cocô! Ou seja, uma coisa que serviria de alimento, por conta de um simples acento ortográfico, fora do lugar, vira dejetos humanos!

Sobre outros vocábulos famosos: Você sabia que a batata inglesa não é inglesa? Isso mesmo a batatinha é do Peru. E a chave inglesa? Na Europa é conhecida como chave Sueca! Aliás, as intromissões dos ingleses, naquilo que é de outros vem de longe: Gandhi os expulsou das índias. Já nossos “hermanos” argentinos, não tiveram a mesma sorte, as Ilhas Malvinas, os britânicos tomaram e batizaram-nas de Falkland islands. Agora deram de reter material de jornalista brasileiro, quanto atrevimento!

Já há algum tempo, as escolas públicas recebem algumas publicações, que servem de suporte para nós professores. Ajudam na formação, na otimização da preparação das aulas. Gosto particularmente de duas delas: Revista da Língua Portuguesa, e Revista Cálculo. Vejam só que pérolas de uma e outra:

“A origem de @: O sinal tipográfico de arroba já existia antes de virar uma espécie de síntese visual da internet. Era sinônimo de peso, equivalente a 15 quilos, e veio do árabe ar-rub (“a quarta parte”). Ociosa nas máquinas de escrever, a tecla de @ foi associada aos endereços de e-mail por obra de Ray Tomlinson, da BBN Technologies, em 1971, como forma de separar o nome do usuário do nome do servidor. Em inglês, o sinal pronuncia-se “at”, que remete ao latim “ad” sinônimo de “em”, “para”. (fonte: revista da Língua Portuguesa, edição 93, ano 8, pág. 19).

“Premonição de Morte: Um brasileiro sonha com a morte de uma amiga. No dia seguinte, num acidente de carro, ela morre. Ele ficará chocado com a experiência, e provavelmente dirá que recebeu um aviso de Deus. Se for estudante de matemática, contudo, não se surpreenderá ao perceber que fez parte de uma coincidência, passível de explicação com fórmulas simples.” (fonte: revista Cálculo, ano 3, nº27,abril 2013, pág. 38).

Por falar em dormir, sonhar e matemática etc. e etc. Contaremos outra de Shyco Farias, o professor de Educação Física da Ufal, irmão de Capiá. Pra nós santanenses, o popular “Tamankinho”. Ainda, lá na Escola Mileno Ferreira, na hora de acertamos os relógios, recordava com muito carinho, do relógio da Matriz de Senhora Santana, que badalava seu sino no alto da torre da igreja para assinalar as horas. Contou-nos que, um certo cidadão boêmio, de nossa cidade. Sempre dado as farras. Certa vez, voltou pra casa altas horas da noite, justo na hora que a campânula tocou apenas uma badalada, que anunciava: uma hora da madrugada. No dia seguinte sua companheira quis saber:

-Que horas tu chegou esta noite, homem?

-Dez da noite.

-Deixe de mentira! Eu ouvi, o sino tocou só uma vez!

-Ôxente! E tu queria que o sino tocasse o zero!

Fabio Campos 23.08.2013

No blog fabiosoarescampos.blogspot.com Conto inédito em breve!

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