Simpósio discute risco de propagação de doenças em grandes eventos

26 mar 2015 - 20:30

Evento pretende discutir as melhores maneiras de detectar, com ferramentas digitais, quaisquer ameaças à saúde pública.

Foto: Divulgação/Internet

Foto: Divulgação/Internet

As assessorias de comunicação do Ministério da Saúde e do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV) do MS participarão nesta quinta-feira (26), em Recife (PE), do simpósio internacional Epicrowd.

O encontro irá abordar um tema extremamente relevante ao mundo contemporâneo: o risco de propagação de doenças infecciosas que é inerente aos grandes eventos – muitas vezes verdadeiros catalisadores de surtos e epidemias.

Ao longo de três dias, o simpósio pretende discutir as melhores maneiras de detectar – com ferramentas digitais – quaisquer ameaças à saúde pública passíveis de acometer pessoas que comparecem a eventos de massa, valendo-se da disseminação de informações para controlar eventuais surtos.

Nesse contexto, é crucial que líderes em gestão de risco em saúde compreendam os cenários possíveis, a fim de identificar e controlar novos focos de doença. Ao implantar as mais recentes ferramentas em epidemiologia e saúde pública, esses profissionais podem melhorar a detecção de ameaças à saúde entre os participantes dos eventos e, assim, reduzir os riscos globais.

Experiências anteriores

O simpósio Epicrowd incluirá discussões de experiências passadas, juntamente com painéis de conferências e apresentações formais. O Ministério da Saúde será representado no simpósio por Bruno Botafogo – chefe da divisão de Publicidade da Assessoria de Comunicação do ministério, com a apresentação “Utilização dos aplicativos Tinder e Hornet para estratégias de prevenção em DST/AIDS” – e por Colin Pantin, Desenvolvedor Web da Assessoria de Comunicação do DDAHV, com a apresentação “HIV e Mídias Sociais: Estímulo para o uso de preservativos, para a testagem de HIV e para a redução da discriminação”.

A escolha de Recife não foi fortuita: conhecida como o Vale do Silício brasileiro, a cidade abriga o maior parque de pesquisa tecnológica do país e é rica em capital humano nas áreas de tecnologia da informação e comunicação.

Campanha

O Carnaval sempre foi um importante foco do Ministério da Saúde, por representar um evento de massa. “Voltada para jovens e focada na internet, a campanha #PartiuTeste – lançada no último Dia Mundial de Luta contra a Aids, antes do Carnaval – surgiu de uma conversa aberta com os jovens, que são os que mais precisam ser mobilizados por suas mensagens”, afirmou o diretor do DDAHV, Fábio Mesquita – em recente artigo em que explicou que as investidas do Ministério da Saúde nos universos do Tinder e do Hornet foram fruto dessa mesma iniciativa durante o Carnaval.

“Como disse um jovem usuário, ‘a AIDS também usa Tinder, galera’”, comenta Fábio Mesquita. “Nossa avaliação sobre a ação é a mais positiva possível até agora: tudo leva a crer que foi uma boa ideia desenvolver essa campanha a partir dos insights da garotada, se considerarmos a imediata repercussão positiva da ação junto ao público-alvo”, conclui o diretor.

Big Data

Em sua apresentação para o Epicrowd, o desenvolvedor web Colin Pantin vai explicar como o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais se aliou ao Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) e ao United Nations Global Pulse para avaliar o sucesso da campanha de prevenção “Proteja o Gol”, do Unaids, veiculada durante a Copa do Mundo da FIFA 2014.

Nesse processo, foram monitorados tuítes postados em diferentes cidades brasileiras – filtrados a partir do universo de cerca de 500 milhões escritos todos os dias. “O uso de mídias sociais para monitorar campanhas de saúde é considerado um passo importante para a preparação de outros eventos de massa – como as Olimpíadas no Brasil em 2016”, diz Colin. A ideia é usar o “big data” para a saúde pública e, em última instância, para o bem comum.

Por Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

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