Sesau apoia eventos voltados para o combate à hanseníase

01 fev 2013 - 14:19


Foto: Olival Santos

Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Hanseníase, o município de Monteirópolis realizou uma série de atividades de conscientização quanto à doença. A ação, que contou com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), teve o objetivo de orientar e incentivar a população a respeito do diagnóstico, além de identificar possíveis casos da enfermidade.

Organizado pela Coordenação de Promoção à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Monteirópolis, em parceria com a Coordenação Estadual de Hanseníase, o evento aconteceu na praça central da cidade. Um estande foi montado no espaço, onde foram oferecidos aferição de pressão arterial, exame de glicemia capilar, palestras e panfletagem.

O local recebeu cerca de 450 visitas, sendo identificados 21 casos de diabetes mellitus e 49 de hipertensão arterial. Na ocasião, foram realizadas também avaliações dermatoneurológicas por enfermeiros, que identificaram dois casos clinicamente suspeitos. Todos os pacientes receberam orientações e encaminhamento para consulta médica na Estratégia de Saúde da Família.

Ainda durante a programação, foram capacitados 11 agentes comunitários de saúde quanto à importância do trabalho no combate à hanseníase. Eles receberam pastas classificadoras contendo o livreto “Como ajudar no controle da hanseníase? Série F. Comunicação e Educação em Saúde, lançado pelo Ministério da Saúde (MS) em 2008.

As ações nos municípios foram estimuladas pela Sesau, que enviou ofício às secretarias de saúde ressaltando a importância do diagnóstico e do controle da enfermidade por meio da divulgação dos sinais e sintomas, da busca por pacientes sintomáticos e da promoção de reuniões, caminhadas e palestras. “Solicitamos também que intensificasse a divulgação nos meios de comunicação”, diz a gerente do Núcleo de Agravos Crônicos, Mona Lisa Santos.

Casos – De acordo com Mona Lisa, em 2012, foram diagnosticados em Alagoas 411 novos casos da enfermidade em 65 cidades – índice um pouco maior que o de 2011, que teve 406 notificações. O coeficiente de detecção geral ficou em 12,98 para cada cem mil habitantes e, do total de diagnósticos, 19 aconteceram em menores de 15 anos, com 2,06 para cada cem mil pessoas.

A gerente do Núcleo de Agravos Crônicos da Sesau destaca que o número de registros vem apresentando uma redução gradativa no Estado. “Observamos isso no período de 2005 a 2010. Já em 2011, tivemos um coeficiente de detecção um pouco maior, com a taxa de 13,01. Para combater a doença, o Estado tem investido nos 102 municípios”, expõe.

Por Ascom / Saúde

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