Servidores fazem protesto e levam bolo para frente da Prefeitura de Santana

08 ago 2018 - 19:42

Servidores de várias áreas foram novamente para a frente da Prefeitura (Foto: Lucas Malta / Alagoas na Net)

Servidores municipais da educação, saúde, assistência social e previdência realizaram na manhã desta quarta-feira (8) um protesto em frente a Prefeitura de Santana do Ipanema. Os trabalhadores levaram um bolo de aniversário e cantaram parabéns para celebrar três anos de cobranças feitas à gestão pública.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal) – Núcleo Santana, Cristina Alves, puxou o coro do protesto e relembrou as pautas de reivindicações. Entre alguns assuntos estão as implementações do reajuste concedido e do retroativo, ambos aprovados na Câmara de Vereadores.

Outra pauta que mobilizou os servidores foram os descontos feitos nos salários de profissionais da saúde, assistência e de contratados que participaram da ultima paralisação do município.

“Resolvemos comemorar os desmandos dessa gestão e chamar atenção para que ela reabra a negociação para resolver várias questões, uma delas os processos administrativos que estão capengando na Secretaria de Administração, onde os profissionais requereram melhorias salariais há mais de um ano”, disse a sindicalista.

Respostas da gestão

O site Alagoas na Net buscou alguns representantes do Poder Executivo para obter respostas das pautas levantadas pelos servidores municipais.

O secretário de Administração, Antônio de Pádua, disse que sobre o reajuste, no ultimo pagamento feito não foram aplicado os novos valores, pois a folha de pagamento foi enviada ao banco antes da sansão do prefeito ao projeto aprovado na Câmara.

No tocante ao retroativo, o titular da pasta afirmou que vai avaliar a data base de cada categoria para efetuar gradativamente os pagamentos.

Em relação a abertura de diálogo, o chefe de gabinete da Prefeitura, Cleudson Nobre afirmou que a gestão nunca se fechou para conversas e ainda lamentou a decisão do sindicato na questão da greve, que foi suspensa pela Justiça.

“O sindicato é que resolveu deliberar uma greve logo após uma reunião produtiva, que contemplou todas as categorias com um aumento de 5%, onde numa crise vivenciada por todos, se considera um aumento razoável”, justificou Nobre.

A reportagem tentou ainda contato com o procurador municipal, a fim de saber sobre o andamento dos processos administrativos, entretanto, não obteve resultados após algumas tentativas.

Por Lucas Malta / Da Redação

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