Sem ação do Governo, médicos estão parados há um mês

11 jan 2013 - 15:49

Foto: Ilustração

Hoje (11) completa um mês de paralisação dos médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoas. São aproximadamente 1.300 profissionais de diversas especialidades com os braços cruzados em várias unidades de saúde. Enquanto isso, o Governo silencia e ‘empurra com a barriga’ a negociação com a categoria que pede reajuste salarial e a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS).

No início da semana durante evento no Palácio República dos Palmares, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) pediu paciência aos servidores da Saúde para aprovação do PCCS.

Téo disse que não há um prazo definido para a implantação do benefício e afirmou que só o diálogo pode evitar que a população não seja prejudicada pela greve da categoria.

No meio desse impasse estão os pacientes que sofrem pela falta de atendimento nos ambulatórios de Maceió. Na Uncisal (Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas), por exemplo, quem faz tratamento de doenças infecciosas espera ansioso por consultas e liberação de receitas para a compra de medicamentos essenciais ao tratamento.

Uma paciente que prefere não ser identificada disse hoje ao Primeira Edição que está usando medicação por conta própria para amenizar os efeitos de uma crise hepática.

“Eu já comprei remédio sem receita, sem orientação médica, pois estou com meus braços vermelhos e inchados e a consulta não tem nem previsão”, lamentou.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde, a média é de 500 pessoas por dia sem atendimento somente na capital. Com isso, a demanda no Hospital Geral do Estado, que já vive um caos, só cresce. A estimativa é de um aumento de 20% por dia no hospital.

Reuniões

Procurada pela reportagem do Primeira Edição, a Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp) informou que não há novidades na negociação, mas apenas a previsão de uma reunião com representantes da categoria na próxima semana com local e horário a serem definidos.

Já o Sindicato dos Médicos de Alagoas aguarda uma reunião na próxima quarta-feira (16) com o desembargador José Carlos Malta Marques, novo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas sobre a greve.

Por Primeiraedição

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