Santana: Secretaria Municipal de Saúde nega ter aplicado vacinas vencidas Em contato com a reportagem, representante da SMS explica a situação.

03 jul 2021 - 10:43


Foto: Carla Cleto / Agência Alagoas

A secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Santana do Ipanema, assim como quase todas as secretarias espalhadas pelo país, afirmou neste sábado (3), através de um comunicado, que não foram aplicadas vacinas vencidas contra a Covid-19.

O esclarecimento acontece após a a veiculação de uma matéria da Folha de São Paulo, nesta sexta-feira (2), na qual indica que alguns lotes do imunizante AstraZeneca foram ministrados fora do prazo de validade. A reportagem do periódico traz uma lista dos municípios (VEJA AQUI).

Em nota nas redes sociais, a SMS de Santana do Ipanema disse que ao receber as doses destinadas ao município, elas são aplicadas dentro do prazo de validade de cada lote, inclusive consta no cartão de cada vacinado as informações da data de aplicação, vacina e lote.

A pasta da Saúde ainda reforça que, as notícias publicadas em redes sociais não condizem com as informações do sistema de vacinação. Em caso de dúvidas, qualquer morador pode procurar a SMS, levando seu cartão de vacinação.

Veja abaixo o comunicado da SMS:

 

 
 
 
 
 
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Lotes recebidos em Santana

A reportagem do jornal Folha de São Paulo aponta que, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 26 mil doses da AstraZeneca fora da validade foram aplicadas em 1.532 municípios. No site, o internauta pode observar uma lista com os municípios que receberam os lotes apontados como vencidos.

O município de Santana do Ipanema aparece com o recebimento de dois lotes, dos oitos suspeitos. O lote 4120Z001, com vencimento de 29 de março teve 5 aplicações na Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Já o lote 4120Z004, com validade de 14 de abril teve 10 aplicações na Unidade Básica de Saúde da Família da Camoxinga.

Foto: Reprodução / site Folha de São Paulo)

Data de registro nem sempre é o da aplicação

Em relação aos dados publicados pelo jornal Folha de São Paulo, o site Alagoas na Net buscou explicações com uma das integrantes da SMS de Santana, que nos enviou uma nota do Conselho Nacional de Secretarias Municipais (Conasems). A entidade diz que, devido a instabilidade do sistema de informações, a data do registro nem sempre representa o dia em que a dose foi aplicada.

“Em relação a matéria sobre aplicação de vacinas com prazo de validade expirado em mais de 40 municípios Alagoanos esclarecemos o seguinte. No início da vacinação nos meses de janeiro e fevereiro o sistema de informações do PNI apresentava muita instabilidade, o que não permitia alimentação célere das doses aplicadas, com consequente atraso na digitação. Além disso o tempo da digitação é muito maior que o tempo da vacinação, não é possível informar os dados em tempo real”, mostra parte da nota do Conasems.

Veja abaixo o comunicado completo:

Conasems informa e reafirma que os municípios brasileiros não aplicam vacinas com prazo de validade expirado. Embora o MS tenha envidado esforços contínuos para aprimorar o sistema de informação adotado para registro das doses aplicadas, ainda temos fragilidades que necessitam ser superadas. Temos insistido e cobrado sobre a fragilidade dos sistemas de informações do Ministério da Saúde, precariedade dos mesmos e a ineficiência para tomada de decisão.

Os profissionais destacados pelos municípios para aplicação das vacinas, adotam as boas práticas de vacinação, que entre vários itens observados, os lotes são devidamente verificados quanto ao prazo de validade e existe triagem rigorosa nesse processo.

Em relação a matéria sobre aplicação de vacinas com prazo de validade expirado em mais de 40 municípios Alagoanos esclarecemos o seguinte.

No início da vacinação nos meses de janeiro e fevereiro o sistema de informações do PNI apresentava muita instabilidade, o que não permitia alimentação célere das doses aplicadas, com consequente atraso na digitação.

Além disso o tempo da digitação é muito maior que o tempo da vacinação, não é possível informar os dados em tempo real.

Data da digitação dos dados do vacinado não necessariamente corresponde ao dia efetivo de vacinação. Essa diferença chegou a 60 dias de diferença naquele momento.

Em locais de vacinação organizados para aumentar o acesso da população à vacina como drive thru, centros de vacinação, vacinação extramuros em algumas instituições (ILPI, penitenciárias, entre outros), os dados são inseridos no sistema de informação a posteriori.

Destacamos que o Brasil é um dos poucos países do mundo que tem registro individualizado e amplamente divulgado, não é diferente em nosso estado de Alagoas, com mais de 100 milhões de registros de doses aplicadas com várias variáveis individualizadas no sistema de informação adotado, mesmo com todos os problemas de conectividade e plataformas que temos.

Lembramos ainda que o número de doses de vacina para covid-19 adquiridas e distribuídas pelo MS, sempre foi muito aquém da necessidade para cumprirmos com o PNO, ou seja, na realidade assim que chegaram nos municípios foram imediatamente aplicadas, não havendo a possibilidade de expirar seu prazo de validade.

Portanto,

Os municípios Alagoanos e brasileiros priorizam o ato de vacinar e proteger a população e seguem firme no propósito de defesa do Sistema Único de Saúde – SUS.

Por Lucas Malta / Da Redação

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