Saúde investe R$ 70 milhões, derruba mortalidade infantil e melhora atenção básica

04 jan 2013 - 15:59

Foto: Olival Santos

Com o propósito de estruturar o Sistema Único de Saúde (SUS) nos 102 municípios alagoanos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou investimentos em programas prioritários durante 2012. Para isso, foram destinados quase R$ 70 milhões para unidades de saúde, por meio dos programas Provida, Promater, Prohosp e Prosaúde, expandindo o atendimento de média e alta complexidade; o Programa Saúde da Família (PSF), através das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), UTIs e UCIs, e os serviços de urgência e emergência, resultando no aumento da cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Para a reestruturação das UCIs e UTIs das 23 maternidades públicas e conveniadas, a Sesau investiu R$ 6,6 milhões em 2012. Com isso, foram reestruturadas as unidades especializadas em partos normais e cesarianas de baixo e alto risco, além de procedimentos de curetagem. A quantidade de leitos foi ampliada e sua distribuição, realizada de forma integral, universal e equânime, atendendo às dez Regiões de Saúde.

Quanto ao Provida, a Sesau investiu mais R$ 10 milhões para reestruturar o atendimento de urgência e emergência hospitalar em 50 unidades de Alagoas. Com relação ao Provida Pré-Hospitalar, responsável pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foram alocados recursos de R$ 3,3 milhões.

Graças a esses investimentos, foram inauguradas mais cinco Bases Descentralizadas, que passaram a funcionar em Batalha, São Miguel dos Milagres, Inhapi, Olho D’Água do Casado e Piranhas. Assim, o Estado passou a contar com 35 unidades, além das Centrais Maceió e Arapiraca, com o objetivo de garantir uma Base do Samu a cada 30 km, além de disponibilizar aos usuários do SUS o Serviço Aeromédico e o Neonatal, capaz de atender a emergências em todas as regiões de Alagoas.

Melhoria da atenção básica e hospitais

Para fortalecer a atenção básica em Alagoas, através da estratégia de saúde da família, a Sesau investiu R$ 6,7 milhões com o Programa Prosaúde. Por meio desta ação, a população passou a ter acesso a um serviço mais eficiente e igualitário, incentivando o aumento no número de equipes do PSF e uma melhor estrutura física e de equipamentos, através de cofinanciamento por parte do Estado, que vem investindo na capacitação, na manutenção e nos itens necessários ao bom funcionamento das unidades de PSF. Também ao longo de 2012, foram inauguradas 16 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a fim de fortalecer a atenção básica em Alagoas.

Com relação ao fortalecimento e melhoria da qualidade dos hospitais do SUS de Alagoas, por meio do Prohosp, a Sesau repassou mais de R$ 26 milhões na reforma e estruturação das unidades hospitalares e ampliação do número de leitos.

Na Unidade de Emergência Dr. Daniel Hoully, em Arapiraca, foram investidos quase R$ 11 milhões. Para o Hospital Geral do Estado (HGE) foram destinados R$ 17,094 milhões para reforma, ampliação e manutenção, e para adequar o 2º Centro de Saúde de Maceió, foram investidos mais de R$ 859 mil.

Unicef comprova queda na mortalidade infantil

E graças aos investimentos realizados ao longo de 2012, Alagoas consolidou a redução da mortalidade infantil, conforme investigação feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que lançou um livro mostrando o bom exemplo adotado pelo Estado.

O livro traz informações colhidas em maternidades, com gestores, funcionários de postos de saúde, gestantes e mães de vítimas da mortalidade infantil, com foco na rede montada pelo Governo e os municípios para a diminuição da mortalidade infantil.

Intitulado de Avanços e Desafios – A Redução da Mortalidade Infantil em Alagoas, o livro mostra que Alagoas não ocupa mais o título de campeão nacional de mortalidade infantil. Isso porque, segundo dados revelados pelo Unicef, na comparação com os 27 estados brasileiros, Alagoas avançou para o 17º lugar do ranking nacional, o que representa uma das conquistas mais significativas para os alagoanos.

“Graças aos esforços empreendidos pelo governo do Estado nos últimos anos, os números melhoraram significativamente em Alagoas. No ano 2000, a taxa de mortalidade infantil era de 58,4 por mil nascidos vivos e, atualmente, ela corresponde a 20 por mil. Esses números mostram que Alagoas era o pior estado da federação, tinha o pior índice, e agora está em 17º lugar”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Toledo.

Ainda de acordo com Toledo, para obter esta expressiva conquista a Sesau investiu no Programa Viva Vida, onde diversas ações foram realizadas para fortalecer a atenção básica e ajudar a gestante em situação de vulnerabilidade social. “Entre os programas executados pelo Governo de Alagoas, como a Rede Cegonha, destaque para projetos como o Cesta Nutricional, que abrange os 102 municípios do Estado e dispõe de 14 itens fundamentais, visando à segurança alimentar da criança e da mãe. Há também o Samu Neonatal, bancos de leite materno e os cartórios em maternidades, para combater o sub-registro”, evidenciou Alexandre Toledo.

Por Agência Alagoas

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