Santana: Presidente da Câmara diz não ter interesse em aumentar próprio salário

23 nov 2016 - 12:09

Apesar da posição, ele defendeu que o Poder Executivo possa fazer reajuste de salário, de acordo com a inflação.

Papa Tudo diz ser contra o aumento do próprio salário (Foto: Lucas Malta / Alagoas na Net / Arquivo)

Papa Tudo diz ser contra o aumento do próprio salário (Foto: Lucas Malta / Alagoas na Net)

O presidente da Câmara de Vereadores de Santana do Ipanema, Genildo Bezerra (PR), o popular “Papa Tudo” disse não ser favorável a algum projeto que aumente seu próprio salário, bem como dos colegas, para a próxima legislatura.

A afirmativa acontece no momento em que normalmente a Casa Tácio Chagas Duarte pode apreciar um projeto que reajusta salários de agentes do Poder Executivo e Legislativo.

Geralmente as propostas que se apresentam beneficiam, além dos parlamentares, o futuro prefeito, vice-prefeito e secretários de governo. O último Projeto de Lei do tipo foi apresentado há quase quatro anos, em dezembro de 2013.

Porque não?

Um dos argumentos levantados pelo presidente é de que, como o Legislativo deverá ganhar novos integrantes, esse não seria o momento de falar em reajuste nos salários. “Como vamos ter a chegada de mais dois vereadores, mas usar quase o mesmo valor no duodécimo, é bem capaz de termos é uma pequena redução no salário”, avaliou o vereador.

Nossa reportagem também questionou o parlamentar se ele votaria favorável a um aumento ao futuro Chefe do Executivo. Em resposta ele ponderou que seria favorável a um reajuste que apenas corrigisse o valor perante a inflação.

Papa Tudo aproveitou para lembrar que foi o único voto contrário na ocasião do último reajuste de salários. “Naquela época fui contra o aumento, pois era, na minha opinião, muito além do necessário. Por isso agora, acho que a correção só pela inflação é o suficiente”, disse.

Quando reajustou

Em dezembro de 2013, o PL que reajustou os salários, na época, agraciou os gestores com um aumento de mais de 50% dos valores passados, para os que eram praticados no momento.

As remunerações atuais, para o prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários, sem retenções do imposto de renda e INSS são R$ 20,4 mil, R$ 12,8 mil, R$ 4,1 mil (sem verba indenizatória) e R$ 7 mil (valor sem gratificação), respectivamente.

Por Lucas Malta / Da Redação

Comentários