Santana: MP vai a escolas, bares e praças contra consumo de drogas por menores

24 Maio 2019 - 20:05

Promotores foram orientar e fiscalizar sobre venda de drogas a menores (Foto: Assessoria MP-AL)

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL), através da Promotoria de Justiça de Santana do Ipanema, realizou na noite desta quinta-feira (23) uma ação educativa e fiscalizatória em escolas, bares e praças do município.

Nomeado de Paz nas Escolas, o projeto tem o objetivo de mostrar os danos causados pelo uso de drogas, lícita ou não, e das consequências penais para estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas e cigarros para crianças e adolescentes.

Além dos promotores  Dênis Guimarães, Paulo Zacarias e Tânia Giacomosi, os trabalhos contaram com o apoio da Polícias Civil e Militar, da Prefeitura, do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente e do Conselho Tutelar.

Esse grupo passou por salas de aulas e conversaram com alunos e professores, transmitindo a mensagem de que a educação é o melhor caminho para a transformação da vida. “Escolher o universo do vício só vai fazer mal a quem opta por ele e à família, que também sofre junto. E para quem comercializa drogas, a punição existe e costuma ser aplicada. Prefiram os livros. Estudem”, declarou Guimarães.

O promotor também foi firme com que quer quer optar pelo crime. “Cada um aqui pode ter um grande futuro pela frente, basta saber fazer a escolha certa. Mas quem preferir a estrada errada, o MP vai agir com toda a força que a lei permite”, reforçou.

Grupo esteve dentro das escolas (Foto: Assessoria MP-AL)

Bares e praças

Depois das visitas às escolas, a operação seguiu para as principais praças de Santana do Ipanema. Numa delas, onde estava ocorrendo um campeonato de dança, havia uma grande concentração de crianças, adolescentes e adultos. Em razão dessa aglomeração de gente, houve flagrante de alguns jovens consumindo bebida alcoólica.

O Conselho Tutelar precisou agir e fez o devido encaminhamento dos meninos para suas residências. Também foi marcada a visita das famílias deles na sede do Ministério Público do município.

Os últimos locais visitados foram bares e restaurantes. O promotor Paulo Zacarias conversou com a dona de um dos bares onde aconteceu a fiscalização e lembrou que a pena para quem vende bebida para menores de idade pode chegar a R$ 10 mil por adolescente. Ou seja, representa um grande prejuízo para o comerciante.

“Então, o ideal é que esse comércio ocorra conforme prevê a lei. Agindo assim, vocês não estarão incentivando o vício naqueles que ainda estão em processo de formação de sua personalidade e na construção de valores. A infância e a juventude precisam de proteção. E essa é a obrigação de todos nós”, afirmou.

A promotora Tânia frisou que essa iniciativa do MP visa conscientizar toda a população sobre os danos à saúde e à vida social e familiar que ocorrem quando crianças e adolescentes se tornam dependentes químicos ou começam o vício no álcool.

Promotor colou cartaz em um dos estabelecimentos (Foto: Assessoria MP-AL)

“Eles se tornam seres doentes e, pior, geralmente são levados ao mundo da violência para que possam manter sua dependência. E esse caminho leva o jovem ao cumprimento de medidas socioeducativas, tirando-o do convívio diário com seus familiares. E isso é o que o Ministério Público não quer”, alertou Giacomosi.

Para o presidente do Conselho Municipal de Criança e do Adolescente de Santana do Ipanema, a ação fiscalizatória foi bastante positiva. “A união das instituições surtiu um grande efeito junto à população, uma vez que os moradores da cidade perceberam que todos nós estamos unidos na proteção desse público específico”, garantiu Évio Carvalho Alves.

Ao final da fiscalização, dois bares foram notificados e terão que apresentar defesa ao Ministério Público num prazo de até 10 dias.

A operação da noite de ontem foi mais uma atividade do projeto, iniciado ano passado pelo promotor Denis Guimarães. Ele já visitou mais de 16 escolas ministrando palestras sobre esse tema, incentivando a valorização da educação e combatendo o comércio de bebidas alcoólicas e outras drogas para crianças e adolescentes.

Da Redação com Assessoria MP-AL

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