Santana: ambientalista cobra MP sobre poluição sonora e uso do espaço público Sérgio Campos usou o evento da audiência pública para expor os problemas da sua cidade.

17 abr 2019 - 08:28

Sérgio Campos participou de audiência púbica do MP-AL (Foto: Reprodução)

O ambientalista e membro fundador da Associação Guardiões do Rio Ipanema (Agripa), Sérgio Campos, pediu ajuda ao Ministério Público de Alagoas sobre problemas recorrentes de sua terra. Além de citar os já sabidos danos ao “Panema”, ele reclamou da poluição sonora e da ocupação irregular dos espaços públicos em Santana do Ipanema.

O servidor público estadual tratou dos assuntos no último dia 10 de abril, durante uma audiência pública realizada pelo MP-AL, no auditório do Fórum da cidade. Campos foi o único falar do tema meio ambiente.

Poluição sonora

“Bares, igrejas e até residências abusam do som alto, incomodando o descanso e atingindo a saúde de muita gente. Minha mãe, por exemplo, tem 93 anos e uma série de problemas de saúde. Muitas noites ela não consegue dormir por causa do barulho”, disse ele no evento.

Em relação a esse problema, o promotor e santanense José Antônio Malta Marques adiantou ao conterrâneo que o MP já tem um plano de ação para coibir os abusos desse tipo, trata-se do programa “Som Legal”.

“Vou priorizar Santana do Ipanema sobre esse caso e acredito contar com o apoio do procurador-geral Alfredo Gaspar de Mendonça que sempre deu valor ao nosso Sertão em assuntos relevantes como esse”, declarou o membro do MP-AL.

Praças ocupadas

Sérgio Campos também participou do programa “Rádio MP” e fez um apelo ao órgão. “Eu gostaria de saber a atitude do MP sobre as praças públicas de Santana, que em sua maioria, hoje foram tomadas por bares, deixando assim as crianças sem espaço para brincar, os jovens sem espaço para namorar, nem o idoso que poderia descansar na praça”.

Em resposta ao morador, o procurador-geral Alfredo Gaspar considerou muito importante o tema e frisou o planejamento para que a população possa usufruir de espaços que não sejam “cidades de concreto”.

“Como instituição, vamos verificar essa situação, analisar o código de postura do município e saber se o interesse público está sendo zelado em relação a esse direito da população ao lazer”, falou o procurador-geral.

VEJA ABAIXO UM TRECHO DA PARTICIPAÇÃO DO AMBIENTALISTA.

Por Lucas Malta / Da Redação

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