Renan Filho: ‘Todo alagoano tem que ter água para beber e produzir’

27 mar 2015 - 17:33

Universalização da água contempla 19 municípios e será responsável pela construção de 5.400 cisternas.

Mais de 5 mil famílias serão beneficiadas com o acesso a água. (Foto: Márcio Ferreira)

Mais de 5 mil famílias serão beneficiadas com o acesso a água. (Foto: Márcio Ferreira)

Permitir que todos os alagoanos tenham acesso à água, principalmente nos períodos de estiagem, é uma das missões do governador Renan Filho. Nesta sexta-feira (27), ele e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, foram ao Sertão alagoano participar de uma solenidade, no município de Poço das Trincheiras. A visita foi para celebrar a universalização do acesso à água para os municípios favorecidos com a ação, em parceria com o Consórcio para o Desenvolvimento da Região do Ipanema (Condri) e para validar a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan).

A universalização da água é o sonho de cada sertanejo. O consórcio vai beneficiar 19 municípios do estado. Porém, neste primeiro momento, sete deles estão sendo favorecidos; o que significa 5.400 cisternas, beneficiando a mesma quantidade de famílias, nas cidades de Carneiros, Dois Riachos, Maravilha, Ouro Branco, Palestina, Pão de Açúcar e Poço das Trincheiras.

Com esse acordo, os governos federal e estadual possibilitam ainda a aquisição de 3.800 cisternas de produção, com 54 mil litros de capacidade, cada. O objetivo é que as famílias possam utilizá-la com a agricultura familiar e também para produção de animais.

Para a ministra Tereza Campello, hoje é um dia de festa e comemoração. Porque com acesso à água e os programas sociais, está sendo possível mudar a realidade. “Estamos conquistando a universalização da água dos sete municípios. E digo que os 19 serão beneficiados, sim! Além das cisternas de produção, que estamos entregando agora; ano passado, milhares de famílias em Alagoas foram beneficiadas com a primeira água, que serve para o consumo humano, onde uma família de cinco pessoas pode utilizar a água da cisterna de 16 mil litros por até oito meses,” explica a ministra.

O governador Renan Filho fala que não medirá esforços para que todos os alagoanos tenham água de consumo e para produção. “Vamos ajudar a mudar a realidade. Nós queremos conviver com o Semiárido, proporcionando água para beber e para manter nossa horta funcionando. Além das milhares de cisternas residenciais que entregaremos esse ano, vamos construir, ao longo de 2015 até 2016, cerca de 420 cisternas nas escolas da zona rural; e assim, vamos acabar com a história da criança e adolescente não ir à aula porque estava faltando água,” ressalva o governador.

O Brasil de hoje, segundo Renan Filho, é o país que valorizou o trabalhador e faz uma solicitação à ministra. “Eu queria pedir que nós continuemos, em ritmo acelerado, as obras do Canal do Sertão alagoano e as adutoras da bacia leiteira e a do Alto Sertão. Dessa forma mais de 500 mil alagoanos serão beneficiados com o acesso a água”, frisou o governador.

Beneficiada com as duas cisternas – consumo humano e de produção – Rosineide Ramalho, 31 anos, dois filhos, tornou-se uma agente de desenvolvimento local. Ela ganha uma bolsa do Condri, de 350,00. O que ela aprendeu, ela repassa a vizinhança.

“Quando chegou a primeira água já foi uma maravilha, agora com a segunda, melhor ainda. Antes não tinha reservatório, era bem difícil, a gente ia de madrugada para a Serra. Acordávamos sem saber se teria água para tomar banho. Estamos vivendo um sonho. Hoje tenho uma horta e crio animais. Além disso, ainda ensino aos vizinhos, como fazer o bom uso da água,” comemora a sertaneja.

Por Maria Barreiros / Agência Alagoas

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