Relatório divulga situação do Uruguai após dois anos de regulação da maconha

08 mar 2016 - 11:00

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Um relatório divulgado no Uruguai apontou como a população tem reagido durante os dois anos da lei de regulação da maconha no País. A polêmica medida adotada pelo vizinho sul-americano também está constantemente na pauta de discussões de vários segmentos da sociedade brasileira e divide opiniões sobre a legalização da maconha.

O levantamento identificou que cerca de 70% da população uruguaia avalia como positivo os efeitos da regulação da maconha no país. A pesquisa revelou também que mais de 90% dos entrevistados acreditam não existir um vínculo entre o consumo da droga e a prática de delitos comuns, como roubos e assaltos.

Quando o questionamento foi em relação ao conhecimento da lei que regulou a droga, 60,6% afirmaram que conhecem bem a legislação. Outros 36,4% afirmaram que conhecem pouco e 2,9% não conhecem nada.

Consumo

Os dados divulgados por uma comunidade dedicada ao trabalho de prevenção secundária com pessoas que usam drogas no Uruguai revelam que a maioria dos usuários de maconha são homens (57,2%) e têm entre 21 e 30 anos (43,4%). Nesse aspecto, o consumo da droga predomina entre os universitários, que representam 54%.

Apesar de ser maioria, o estudo apontou que a utilização da maconha entre a população jovem se manteve estável. Outro ponto da pesquisa identificou que aproximadamente metade dos usuários de maconha preferem o autocultivo à participações em clubes canábicos ou compras no mercado negro.

O relatório ainda informou que as substâncias mais utilizadas em mais de um ano foram o tabaco e medicamentos em geral e que mais de 80% dos usuários preferem consumir a maconha com cigarros em relação à outras formas de consumo. O estudo citou como conclusão que a desconfiança com o sistema de registro continua sendo um dos maiores entraves a superar e que há uma necessidade de aprofundar e conhecer melhor as alternativas que existem as políticas de drogas vigente no restante da América Latina.

CONHEÇA AQUI a íntegra do relatório.

Da Agência CNM

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