Projeto ensina comunidade a reaproveitar frutas e hortaliças em Santana Iniciativa contempla comunidade em Santana do Ipanema

31 ago 2018 - 10:00

Novas receitas são testadas com aproveitamento integral de frutas (Foto: Assessoria / Ifal)

Se você é daqueles que descarta o talo da beterraba, as cascas da batata inglesa ou as folhas da cenoura, precisa conhecer o projeto de extensão “Redução do desperdício: Aproveitamento e reaproveitamento integral de frutas e hortaliças”, desenvolvido pelo campus do Ifal em Santana do Ipanema junto à comunidade Lajedo Grande, na periferia do município.

A ideia é conscientizar a comunidade sobre os benefícios nutricionais e econômicos que o aproveitamento integral dos alimentos pode trazer.

A ação acontece no momento em que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgam dados alarmantes sobre o consumo e desperdício de alimentos.  Segundo a FAO, 33% de tudo que é produzido no mundo vai parar dentro de uma lata do lixo. Já o IBGE  aponta que cada brasileiro produz 1 kg de resíduos por dia e que 56% dessa produção poderia ser melhor aproveitada.

O que vai para o lixo, falta na mesa de milhões de brasileiros, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, que sofrem com o manejo inadequado, compras excessivas dos consumidores e falta do melhor aproveitamento dos alimentos, fatores determinantes para o desperdício de frutas, legumes e verduras. Somente na Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa) estima-se que 1,5 toneladas de produtos terminem o dia no lixo, segundo dados da Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social.

Com encontros semanais, o projeto do Campus Santana vem mostrando caminhos alternativos na luta contra o desperdício. As orientações no sentido de aproveitar e reaproveitar as hortaliças tem significado economia doméstica, importante num momento de crise, além de fornecer novas opções de receitas, que  tornam os pratos mais nutritivos.

Tecnóloga em Alimentos, a orientadora viu na ação uma forma de levar um pouco da produção de conhecimento do Ifal para integrar aquela região: “Discutir as práticas de aproveitamento integral dos alimentos é algo que debatemos em aulas e eventos na instituição e levar isso para a comunidade é de suma importância para estimular a mudança de hábito a respeito do desperdício, que pode ressignificar a mesa do sertanejo”, afirmou Márcia.

Na iniciativa, rodas de conversa, debates, dinâmicas, exposição de fotos, infográficos, palestras e aulas práticas de reaproveitamento de frutas e hortaliças ganham espaço. Tudo o que é produzido na comunidade vai ser transformado  num pequeno livro de receitas, distribuído entre os moradores.  A ação é mais uma que aproxima o Ifal dos sertanejos, numa relação de troca de saberes, marcada pela responsabilidade social e com o meio ambiente.

Na execução do projeto, as bolsistas Thatiane Maria Soares de Sousa e Cecília Silva Costa dos Santos desenvolvem atividades importantes, como a criação de uma horta suspensa e desenvolvimento de composteira alternativa. Alunas do Curso Técnico em Agropecuária, as jovens aplicam muito do conhecimento de sala de aula na prática da atividade de extensão. Seja na produção do bolo com casca de banana ou na torta salgada com talos, a comunidade já colhe frutos positivos dos novos conhecimentos adquiridos e segue plantando as sementes da sustentabilidade em suas práticas.

O projeto segue acontecendo até dezembro. Essa é mais uma reportagem da série que aborda os ações extensionistas do Campus Santana do Ipanema.

Por Assessoria / Ifal 

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