Professora da Ufal vence prêmio de Química e é eleita p/ Academia de Ciências

19 nov 2021 - 15:28

Foto: Assessoria / Ufal

Na próxima semana o nome da Ufal será projetado nacionalmente, mais uma vez. Os holofotes serão, de novo, para uma mulher pesquisadora. O prêmio ACS-SBQ Mulheres Brasileiras na Química 2021 destaca um ícone da Universidade Federal de Alagoas: a professora Marília Fonseca Goulart, que não só coleciona honrarias, faz história na ciência.

Desta vez, a quarta edição do prêmio oferecido pela Sociedade Americana de Química (ACS, sigla em inglês), em parceria com a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) vai homenagear Marília, do Instituto de Química e Biotecnologia (IQB) como vencedora da categoria Líder Acadêmica.

“Este prêmio reconhece uma acadêmica que fez contribuição importante para o impacto global e social na pesquisa científica em química. Seu trabalho abrange áreas como mecanismos de compostos biologicamente ativos, sensores químicos,  biomarcadores de estresse oxidativo e produtos naturais”, reforçam os organizadores.

A ideia do prêmio Mulheres Brasileiras na Química é promover a igualdade de gênero em ciência, tecnologia, engenharia e matemática no Brasil; e de avançar na compreensão do impacto da diversidade na pesquisa científica e no campo da química.

“É muito importante na nossa carreira, principalmente por ser um prêmio da SBQ, que temos uma grande admiração. É realmente gratificante, não só por mim, Marília, mas pelo grupo que formamos”, destacou Marília Goulart, e completou: “Esse prêmio representa um reconhecimento para todos e é muito importante também para o Nordeste brasileiro. Isso pode inspirar muitas mulheres, porque também é um prêmio para a mulher, que é sempre muito dedicada. Estou muito feliz em receber essa homenagem. Não tem tempo difícil se você ama o que faz!”.

Além de Marília, Rafaela Salgado (UFMG) e Núbia Boechat (Fiocruz) serão homenageadas na próxima terça-feira (23), às 17h, durante cerimônia virtual na 44ª Reunião Anual da SBQ. O evento será transmitido aqui.

 As vencedoras vão receber um valor em dólar, um SciFinder ID válido por três anos, assinatura gratuita da ACS por três anos, além do certificado de prêmio e troféu.

A SBQ e sua história com Marília

Marília Goulart já foi vice-presidente da SBQ e receberá a homenagem pela grande contribuição na área. O órgão foi fundado em 1977 e é a principal sociedade de química do país. Os objetivos da SBQ são desenvolver e consolidar a comunidade química brasileira, a divulgação da área e de suas importantes relações, aplicações e consequências para o país e para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Para fomentar a ciência, a SBQ realiza eventos anuais e possui um portal específico que inclui um mecanismo de indexação e busca de suas publicações. Além de boletim eletrônico, o órgão tem sua editora de livros, periódicos e portais para vários públicos, como o Quid+ e Química Nova, além do Journal Of The Brazilian Chemical Society, uma publicação totalmente em inglês, destinada a artigos selecionados sobre novas e significantes contribuições no campo da química. A professora da Ufal faz parte da equipe editorial do periódico.

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Sobre a ACS e seus parceiros

A American Chemical Society (ACS) é uma organização sem fins lucrativos, licenciada pelo Congresso dos EUA. A missão da ACS é promover o empreendimento químico mais amplo e seus profissionais para o benefício do planeta e de sua população. A Sociedade é líder global no fornecimento de acesso a informações e pesquisas relacionadas à química por meio de várias soluções de pesquisa, periódicos revisados por parceiros, conferências científicas, e-books e periódicos semanais de notícias sobre Química e Engenharia.

Os periódicos da ACS estão entre os mais citados, mais confiáveis e mais lidos na literatura científica. Entretanto, a própria ACS não realiza pesquisas químicas. Como especialista em soluções de informação científica (incluindo SciFinder® e STN®), sua divisão CAS capacita pesquisa, descoberta e inovação global. Os escritórios principais da ACS estão em Washington, D.C. e Columbus, Ohio.

Marília, representante mundial

No início do mês de novembro Marília Goulart também foi destaque na Assembleia Geral da Academia Mundial de Ciências (TWAS, na sigla em inglês), como parte da 15ª Conferência Geral da TWAS, que ocorreu de modo virtual. Ela foi escolhida para ser membro da TWAS como representante da área de Ciências Químicas.

Foram nomeados 58 novos membros, dos quais apenas sete brasileiros e 20 mulheres no total. O gênero representa 34% da nova classe. Agora, a Academia eleva o número de membros para 1.343.

A sede da The World Academy of Sciences fica em Trieste na Itália e para integrar a TWAS, o candidato precisa ser membro da academia de ciências do seu país. Marília está entre os sete brasileiros escolhidos que são titulares da Academia Brasileira de Ciências.

“A TWAS faz um trabalho incrível, conduz eventos em pesquisas internacionais em cooperação, diplomacia em ciência e muitos projetos de interesse mútuo. Ela premia vários cientistas de muitas partes do mundo, fazendo também a parte de política científica”, contextualiza.

E Marília revela: “Tinha este sonho: fazer parte da Academia Brasileira de Ciências e da TWAS. Realizei! Agora, temos que trabalhar para valorizar esta escolha e a academia de ciências para os países em desenvolvimento. É uma honra enorme ser escolhida como membro e eu vou fazer o melhor possível”.

Uma novidade desta eleição de membros é que pela primeira vez foram selecionados pesquisadores da  Geórgia, Sérvia e Nova Zelândia.  A República da Gâmbia tem o seu primeiro representante eleito em mais de 15 anos.

Ao lado de Marília, os outros seis brasileiros escolhidos foram: Adalberto Luis Val (Inpa); Ado Jorio de Vasconcelos (UFMG); Márcia Walquíria De Carvalho Dezotti (UFRJ); Mariangela Hungria da Cunha (Embrapa); Nísia Trindade Lima (Fiocruz); e Santuza Teixeira (UFMG). A posse dos novos membros será em janeiro de 2022.

Por Assessoria / Ufal

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