Professor mexicano apresenta pesquisas sobre enriquecimento da palma forrageira

02 out 2013 - 06:59

Arnoldo Flores Hernandéz realizou as pesquisas na região sertaneja do México onde fica a bacia leiteira

Foto: Assessoria Ufal

Foto: Assessoria Ufal

O Centro de Ciências Agrárias (Ceca) da Universidade Federal de Alagoas recebe a visita de um professor da Universidade de Chapingo, México. Arnoldo Flores Hernandéz está realizando palestras e cursos para pesquisadores e estudantes. Ele atua no México em uma região semelhante ao sertão nordestino, onde são criados animais para a produção de leite.

O professor José Teodorico Araújo, que acompanha o visitante, diz que as similaridades entre o sertão alagoano e as zonas áridas, no México, são muitas. Por isso, as experiências desenvolvidas lá, podem ser úteis aqui. “Muita gente desconhece, mas a palma forrageira com que alimentamos nosso rebanho de ruminantes é nativa do México e foi introduzida no Brasil há cem anos”, informa o professor.

Na Universidade de Chapingo, Arnoldo Flores desenvolveu um processo de enriquecimento da palma forrageira. “A palma oferece cerca de 4% das proteínas necessárias aos animais, mas com a mistura de levedura que eu desenvolvi, essa riqueza proteica chega a 30%. Isso é importante porque permite que os produtores dispensem a mistura com soja, que é bem mais cara”, relata o pesquisador mexicano.

A fórmula desenvolvida por Hernandéz já foi patenteada e ele tem todo o interesse em divulgar para os produtores do nordeste do Brasil. Mas os objetivos da visita não param aí. O professor mexicano quer estabelecer convênios de intercâmbio científico e acadêmico com a Universidade Federal de Alagoas.

Segundo o professor José Teodorico, já existem propostas de graduação e pós-graduação em intercâmbio entre Ufal e a Universidade de Chapingo sendo analisadas pelo Assessoria de Intercâmbio Internacional. “Podemos aprender muito com os pesquisadores dessa região mais árida do México, que enfrentam questões muito similares aos nossos desafios produtivos aqui no sertão alagoano”, destaca o professor.

No México, também são desenvolvidas variedades específicas de palma, que servem para o consumo humano. “Existem muitos pratos à base de frutos da palma, ricos em proteína, com ótima aceitação para o paladar dos mexicanos. São alimentos que podem ser introduzidos também aqui em Alagoas para melhorar a alimentação dos sertanejos,” ressaltou Teodorico

Da Assessoria Ufal

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