Presidente da AMA critica punição da FPI a gestores públicos no Sertão

09 nov 2018 - 09:06

AMA questiona formato da FPI e defende “mais prevenção e diálogo com gestores” (Foto: PMDB)

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), prefeito da cidade de Cacimbinhas, Hugo Wanderley criticou as punições dadas a gestores públicos do Sertão, pela equipe da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco, que iniciou nesta semana sua 9ª etapa.

Para o representante da classe dos gestores, a FPI precisa adotar em seu formato mais prevenção do que punição, bem como fazer ainda com que a AMA possa integrar os órgãos que participam da força-tarefa em cada etapa da FPI.

“É no município onde tudo acontece, são os gestores que têm arcado com todas as responsabilidades para manter programas subfinanciados, oferecer educação e saúde de qualidade, implementar programa de reciclagem de lixo, mas só recebemos pancada”, declarou Wanderley.

Para o prefeito sertanejo, seus colegas defendem o trabalho da FPI e foram os primeiros a denunciar a morte lenta do Rio, mas se deparam, mais uma vez, com multas e punição.

“Antes das medidas punitivas, deve haver diálogo e um trabalho educativo para orientar os gestores e direcionar a para correção das inconformidades”, completa o prefeito Hugo Wanderley.

O que diz a FPI?

Procurado pelo site Alagoas na Net, o coordenador da FPI do São Francisco, o promotor Alberto Fonseca disse que a ação é inspirada num projeto bem-sucedido da Bahia, que acontece há mais de 10 anos e que portanto pode-se garantir que ela é um programa consolidado, de caráter fiscalizatório e educativo.

“É importante informarmos que os órgãos que a compõem já fazem um trabalho preventivo e de orientação durante todo o ano e que, exatamente na época da FPI, eles se juntam para voltar aos municípios só que, dessa vez, de forma coletiva”, explica ele.

“Tudo o que é alvo de fiscalização as prefeituras, as empresas e a população já sabem, nada é novidade. A questão é que, após a visita dos técnicos de forma individualizada, pouco se avança. Então, quando a gente chega, os problemas permanecem. De todo modo, continuo reafirmando que estamos à disposição para o diálogo”, completou.

Por Lucas Malta / Da Redação

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