Prefeitura de Santana do Ipanema fará maior vigilância no comércio de carnes

29 maio 2017 - 16:48

“O marchante legal será nosso maior aliado nesse combate”, afirmou o secretário municipal de Agricultura.

Secretário de Agricultura esteve na reunião com os marchantes (Foto: Jean Souza/Assessoria)

O Secretário de Agricultura esteve na reunião com os marchantes e outras autoridades do município (Foto: Jean Souza/Assessoria)

A partir desta segunda-feira (29) a Prefeitura de Santana do Ipanema vai estar mais vigilante ao comercio de carnes no município. A afirmação é do secretário Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Jorge Santana, que na semana passada, participou de uma reunião com os marchantes do município.

O encontro com os profissionais que realizam o abate e venda do produto foi justamente para avisar que o Poder Executivo fará um controle mais rigoroso na entrada e saída. A posição da Prefeitura acontece dias depois da divulgação de denúncias de abate clandestino na cidade.

Segundo o secretário, para ser comercializada no Mercado Público, toda peça deverá conter o selo de inspeção (estadual ou federal), emitido pelos órgãos competentes. “Não entra mais carne sem isso e os marchantes já foram avisados. A equipe da vigilância sanitária vai recolher a carne irregular”, explicou.

Questionado se o município também fará alguma medida para coibir o abate clandestino o secretário afirmou que os próprios marchantes devem ajudar nessa fiscalização. “Quem trabalha legalizado é prejudicado pelo profissional ilegal, já que tem um numero maior de gastos, e consequentemente uma margem de lucro menor. O marchante legal será nosso maior aliado nesse combate”, frisou Jorge Santana.

Situação difícil

Desde que o Abatedouro Público de Carnes de Santana do Ipanema foi fechado, numa ação da FPI, os profissionais vendem carne no município e região tem encontrado dificuldades para se adequar a nova realidade. Alguns deles conseguiram direcionar seus animais para frigoríficos licenciados, mas uma outra parte acabou enveredando para a clandestinidade.

Apesar das diferenças, nos últimos meses esses dois grupos ainda conseguiam de alguma forma vender suas carnes na cidade, já que a fiscalização por parte do Poder Público sempre foi deficiente.

Por Lucas Malta / Da Redação

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