Policiais e bombeiros militares decidem por aquartelamento durante 24 horas

12 abr 2018 - 00:21

Foto: Natácia Cerqueira / CadaMinuto

Representantes das associações militares de Alagoas reuniram-se na frente do palácio República dos Palmares, sede do Governo, na tarde desta quarta-feira, dia 11 para reivindicar  o reajuste salarial da categoria. “Caso não haja nenhum avanço nas negociações junto ao Governo, acontecerá o aquartelamento a partir das 19h desta sexta-feira, 13”, confirmou  o cabo Wellington,  presidente da associação de Cabos e Soldados.

Segundo Wellington a “categoria está em negociação com o Governo há mais de um ano e o que vimos foi a concessão de aumento para a Polícia Civil, agentes penitenciários e delegados, então queremos a equiparação do salário do coronel com os dos delegados e o escalonamento até os soldados”, afirmou o presidente da associação.

Após a mobilização a categoria seguiu em caminhada pelas ruas do Centro até a sede do Quartel Geral onde haverá outra reunião para deliberar sobre a proposta de aumento de 3,8%, a partir de 2019. “Caso não seja aceita ficaremos em frente ao palácio por tempo indeterminado, porém a Operação Padrão será seguida em todas as corporações”, concluiu o Cabo Wellington.

Ações

Nesta manhã houve reunião da categoria na Associação dos Oficiais Militares de Alagoas- AL onde os integrantes definiram um  cronograma de atividades a ser seguido pela tropa. A primeira medida será a parada da Força Tarefa a partir da 00h da quinta-feira (12), em seguida acampamento em frente à Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas, situada na rua General Hermes, Cambona.

Na sexta-feira (13), haverá a interdição do Porto de Maceió e a retirada da Brigada de Incêndio do Bombeiro Militar do Aeroporto Zumbi dos Palmares. Outro ponto de ação será a autuação dos agentes de proximidade (civis), do Programa Ronda no Bairro, por crime de usurpação de função, exclusiva, da Polícia Militar.

No sábado (14), os militares não realizarão o policiamento do Jogo do Campeonato Brasileiro, entre CSA x Goiás.

“Essas medidas estão sendo tomadas por parte das associações, em acordo com a tropa, devido às diversas tentativas de comunicação com o Governador Renan Filho, através da Secretaria de Planejamento e Gestão e Planejamento  (Seplag), sem sucesso”, informou a assessoria.

Por Gabriela Flores e Natália Cerqueira / CadaMinuto

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