PC apresenta balanço da operação “Crimes S.A.”

08 jul 2012 - 05:27


Mais de 60 integrantes da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), 10° Distrito, Asfixia da Polícia Civil, e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Militar participaram, neste sábado (7), da operação integrada “Crimes S.A. Santos Dumont”, realizada para combater o crime organizado na parte alta da cidade.

Dentro do programa “Brasil Mais Seguro”, o resultado da operação foi apresentado durante coletiva, que contou com as presenças da Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, do Secretário da Defesa Social, Dário César, do Delegado-geral, Paulo Cerqueira, da delegada da Deic, Ana Luiza Nogueira, do Comandante da PM, Dimas Cavalcante e do comandante geral da Força Nacional, Major Aragon.

O trabalho, comandado pela delegada Ana Luiza Nogueira, mobilizou ainda 15 viaturas e dois helicópteros. A operação foi desencadeada após seis meses de investigações pelos policiais da Deic, para apurar crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), roubo de veículos, homicídios e outros crimes que afrontam o Estado.

Na manhã de hoje, cinco pessoas foram presas: Claudevan Rafael Rodrigues, (Bob) 20 anos; Genilson Ferreira da Silva, (Galo) 19 anos; Williams José Costa dos Santos, (Will) 48 anos; José Márcio Rocha da Silva, 35 (Rochinha) e Jean Pontes da Silva, 19.

A quadrilha era composta ainda por Wellyngton da Silva, 21 e Alexandro da Conceição, 25, que já estão presos no sistema prisional alagoano. Segundo Ana Luiza, a quadrilha era bem estruturada e cada integrante tinha uma função definida, o que traz indícios de crime organizado. “Cada um tinha uma função específica dentro da quadrilha, a intenção era a prática de latrocínio, considerado crime hediondo”, informou.

Ana Luiza afirmou ainda que, com as prisões de hoje, fica esclarecido também crimes de repercussão. A exemplo da morte do babalorixá, um taxista e de um policial militar em uma van, em União dos Palmares.

“Rochinha, era agente penitenciário terceirizado e, dentro da organização, fornecia armas, munições e alimentação. Ele, Will, Jean e Galo tiveram participação na morte do babalorixá Márcio Lira Silva e seu companheiro” frisou a delegada.

As vítimas desapareceram no dia 28 de março deste ano. Seus corpos foram reconhecidos por parentes no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió. Os dois estavam com os olhos perfurados e os dedos das mãos cortados.

Bob, Galo e outros são acusados de participar da morte do taxista Handerson Thiago Alves Martins, de 21 anos, executado em um canavial na cidade de Pilar. Ele foi sequestrado, despido e morto na frente da namorada.

Na coletiva o delegado geral, Paulo Cerqueira, afirmou que a Polícia Civil vai intensificar cada vez mais o trabalho operacional. “Ações integradas, como esta, visando prender pessoas envolvidas em crimes, serão implementadas dentro do programa do governo federal”, afirmou.

A secretária nacional, Regina Miki, disse que o programa prioriza as prisões que traz impacto para a diminuição da criminalidade. “É a qualidade das prisões e não a quantidade. O importante é tirar de circulação os que fazem a diferença na criminalidade”, ressaltou.

De acordo com a delegada Ana Luiza Nogueira, com as prisões realizadas pela “Crimes S.A. Santos Dumont”, são esclarecidos vários crimes, ressaltando que o trabalho de inteligência vai continuar.

“As investigações não param por aqui, uma vez que ainda temos um foragido, Denis Carlos Morais da Silva, 22 anos”, informou. A delegada pede que quem tiver informações sobre o foragido ligue para a Deic: 3315-1129 ou Disque Denúncia 181. No encerramento da coletiva, o secretário da Defesa Social, Dário César elogiou o sucesso da operação e ressaltou a importância da participação da sociedade por meio do disque denúncia. “Temos solucionado muitos crimes em Alagoas, mas é preciso que a população participe ativamente”, concluiu.

A operação cumpriu seis mandados de prisão e oito de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. Os acusados foram ouvidos na Deic e serão encaminhados para a Casa de Custódia da Polícia Civil.

por PC/AL

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