PF faz buscas e prisões em Alagoas e mais 18 estados contra facção criminosa Os presos são investigados por associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

31 ago 2020 - 09:05

Parte do dinheiro apreendido na operação da PF (Foto: Assessoria / PF)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (31), uma operação de combate a uma facção criminosa com atuação em todo país. Mais de mil policiais foram empregados para cumprir 422 mandados de prisão preventiva (MPP) e 201 mandados de busca e apreensão (MBA), em 19 estados no Distrito Federal.

Segundo a PF, em Alagoas já foram cumpridos 5 MPP e 4 MBA. A PF informa ainda que há bloqueio judicial de até R$ 252 milhões. Todos os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte/MG.

Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas combinadas podem chegar a 28 anos de prisão.

A PF diz que a ação visa desarticular a organização criminosa por meio de sua descapitalização, atuando em conformidade com as diretrizes do órgão de enfrentamento à criminalidade organizada por meio da abordagem patrimonial, além da prisão de lideranças.

Investigação

Os dados obtidos na Operação Caixa Forte – Fase 01 (investigação que identificou os responsáveis pelo chamado “Setor do Progresso” da facção, que se dedica à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico) revelaram que os valores auferidos com o comércio ilícito de drogas eram, em parte, canalizados para inúmeras outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do “Setor da Ajuda”, aquele responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios.

Foram identificados 210 integrantes do alto escalão da facção, recolhidos em Presídios Federais, que recebiam valores mensais por terem ocupado cargos de relevo na organização criminosa ou executado missões determinadas pelos líderes como, por exemplo, execuções de servidores públicos.

Para garantir o recebimento do “auxílio”, os integrantes do grupo indicavam contas de terceiros não pertencentes à facção para que os valores, oriundos de atividades criminosas, ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de justiça criminal.

Da Redação com Assessoria PF-AL

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