Pessoas ficaram ilhadas e pediram ajuda pelo WhatsApp durante cheia em Santana O voluntário explica que a chegada de bombeiros e polícia militar deu tranquilidade, contudo, a grande quantidade de voluntários acabou sendo muito relevante na agilidade dos trabalhos.

26 mar 2020 - 10:54

Casa localizada às margens do riacho Camoxinga foi totalmente destruída (Foto: Reprodução)

Em meio a vários relatos da enchente do riacho Camoxinga, que ocorreu na noite desta quarta-feira (25), em Santana do Ipanema, o site Alagoas na Net escutou um dos voluntários que ajudaram no resgate e apoio de moradores atingidos pela tragédia.

Segundo informações do 9º Grupamento de Bombeiros Militar, a unidade empregou inicialmente 3 viaturas, 16 militares (6 deles voluntários) e 3 bombeiros civis. Algumas horas depois chegaram mais duas viaturas e militares vindo das cidades de Delmiro Gouveia e Arapiraca.

Outros bombeiros civis de Santana apareceram, junto com moradores que também se voluntariaram, um deles foi um educador físico (que preferiu não divulgar seu nome). Ele falou à reportagem que viu moradores ilhados em suas casas, à espera de socorro.

“Ajudei na região do complexo estadual, onde várias pessoas ficaram ilhadas e foram retiradas pelo teto de suas casas. Além dos próprios moradores da região, vi muita gente de outros bairros lá ajudando, pois algumas pessoas pediram socorro via whatsapp”, disse.

Bombeiros militares, civis e voluntários ajudaram no socorro dos desabrigados (Foto: Cortesia / 9º GBM)

O voluntário explica que a chegada de bombeiros e polícia militar deu tranquilidade, contudo, a grande quantidade de voluntários acabou sendo muito relevante na agilidade dos trabalhos.

“Animais que eram criados a beira do riacho, foram soltos dentro do complexo, houve um caso de um carro que foi arrastado da rua e parou no meio do campo. O Ginásio de Esportes virou piscina”, continuou.

Apesar das cenas de desespero e angústia, o santanense se mostrou muito satisfeito em ser útil num momento difícil. Ele conta que que se impressionou com o volume da água por cima da ponte. “Os gritos de socorro dos ilhados, me senti em um filme apocalíptico”, finaliza.

Por Lucas Malta / Da Redação

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