Pesquisadores da Ufal estão na lista dos mais influentes da América Latina

08 out 2021 - 22:30


lém disso, seis pesquisadores da Ufal também são apontados como os mais influentes no grupo do Brics (Foto: Assessoria)

Por trás de um ranking tem muito trabalho! Na lista da AD Scientific Index com o Top 10 mil de melhores cientistas na América Latina estão 15 nomes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Além disso, seis pesquisadores da Ufal também são apontados como os mais influentes no grupo do Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O AD Scientific Index é o primeiro e único estudo que mostra os coeficientes de produtividade total e dos últimos cinco anos de cientistas com base nas pontuações do índice h, índice i10 e citações no Google Scholar. O ranking fornece a classificação e a avaliação de cientistas em disciplinas e ramos acadêmicos em 13,6 mil universidades, 206 países, em regiões e no mundo.

O Top 6 da Ufal no Brics é formado pelos professores Marília Fonseca Goulart (IQB); Antônio Euzébio Goulart (Ceca); e quatro docentes do Instituto de Física (IF): Antônio Silva; Carlos Jacinto da Silva; Artur da Silva Gouveia Neto e Marcelo Leite Lyra.

“Me sinto muito feliz por estar nessa lista! Vejo como um estímulo para outros pesquisadores, que mesmo estando em uma universidade pequena, em um país que os governantes principais não priorizam a pesquisa, praticamente sem termos financiamento para manter equipamentos funcionando ou mesmo para aquisição de insumos, conseguimos fazer alguma diferença. Vivo dizendo que nossas publicações são muito valiosas, pois cada um de nossos artigos valem por muitos daqueles feitos nas grandes instituições”, destacou o professor Carlos Jacinto.

E para completar a lista dos 15 mais influentes da Ufal na América Latina, estão os professores Mario Roberto Meneghetti (IQB); Ig Ibert Bittencourt (IC); Simoni Plentz Meneghetti (IQB); Francisco Anacleto Barros Fidelis de Moura (IF); Patricia Muniz de Medeiros (Ceca); Sandra Helena Vieira Carvalho (Ctec); Claudio Torres de Miranda (Famed); Magna Suzana Alexandre Moreira (ICBS) e Emiliano de Oliveira Barreto (ICBS).

“É importante reconhecer e valorizar o trabalho excepcional que esses pesquisadores vêm desenvolvendo ao longo dos anos. O reconhecimento de nossos cientistas reflete a nossa capacidade produtiva a despeito de todos os cortes e contingenciamentos ocorridos nos últimos anos no nosso país”, reforçou a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Iraildes Assunção.

Ela também ressaltou que, apesar dos cortes orçamentários, a gestão superior da Ufal, tem apoiado as pesquisas fomentando bolsas de iniciação científica, financiando a melhoria da infraestrutura e aquisição de material de laboratórios de pesquisas.

“Para os próximos anos, o grande desafio será reforçar a nossa capacidade criativa, investir em inovação a fim de elevar a produção científica dos nossos pesquisadores e, com isso, aumentar o quantitativo na lista dos mais influentes da Ufal. Nesse contexto, se faz necessário, reforçar nossa busca de financiamento junto aos conselhos deliberativos e às agências de fomento”, completou Iraildes.

O AD Scentific Index também ranqueou 57 cientistas da Ufal como os mais influentes da Universidade. Confira a lista completa aqui.

Métricas de avaliação da qualidade da produção científica

A publicação de pesquisas científicas é o propósito da disseminação do conhecimento e um elemento essencial para a formação acadêmica e avaliação científica, além de captação de recursos e progressão na carreira. Em todo o mundo, a academia usa métricas com base na produção científica para avaliar a qualidade das contribuições individuais de cada cientista em um campo do conhecimento.

“Muitas são as formas de avaliação da produção intelectual de um pesquisador, mas a mais aceita em todo mundo é a qualidade das publicações científicas, baseada no Fator de Impacto e no número de citações de sua produção”, explicou Iraildes.

De acordo com a pró-reitora, é importante conhecer e ter acesso a publicações como essa, e explica que para atingir um índice h alto, um acadêmico deve ter um grande número de artigos publicados e ter recebido um grande número de citações. É possível verificar esse número em bancos de dados públicos e privados, a exemplo do Google Scholar, Web of Science, Scopus e Publons. Mas como cada um usa parâmetros variados, o mesmo pesquisador pode ter um índice h diferente em cada uma das plataformas.

“Ter um grande número de publicações indica que o pesquisador é produtivo, mas os dados por si só podem não ser o indicador real do sucesso do pesquisador”, enfatizou a pró-reitora, acrescentando que inúmeras outras atividades científicas que representam confiabilidade do cientista ficam de fora dessas métricas. “Por exemplo: liderança de grupos de pesquisa, capacidade de captar recursos financeiros e humanos, participação em conselhos editoriais de revistas científicas e fundações, formação de recursos humanos em nível de mestrado, mas, sobretudo, de doutorado e divulgação científica para a sociedade”, citou.

A professora Magna Suzana, que está entre os 15 da Ufal nesse ranking, também ratifica o pensamento e mostra que, para a Ufal, o resultado do AD Scentific Index tem um peso maior: “Muitos são os desafios que um pesquisador enfrenta no Brasil e, especialmente, no Nordeste do país. Somos submetidos a métricas iguais quando estamos numa região desigual. Precisamos de políticas públicas que reduzam as desigualdades regionais no que se refere à Ciência, pois a posição da Ufal na lista do BricsS e no Top 10k da AL pode parecer incipiente, mas, com os recursos e condições que temos, é um grande feito. Os nossos cientistas e seus estudantes representam a elite de cientistas do nosso Estado e estão concentrados na Ufal”.

Dedicação e trabalho em equipe são fatores reiteradamente apontados pelos pesquisadores como sucesso para a produção científica. O mérito nunca é de alguém sozinho. A colaboração de alunos, agências de fomento e uma boa rede de pesquisadores fazem uma grande diferença. E além dos números, do ranking e de comparativos, cada cientista tem seu papel.

“Aparecer nessa lista é uma valorização tanto para os profissionais citados como para todos que contribuíram na carreira do pesquisador citado. Na verdade essa não é uma conquista individual, porque ciência é um conjunto de pessoas trabalhando para obter esses resultados. E eu sou parte de tudo o que eu encontrei pelo caminho”, lembrou Marília Goulart, com a sabedoria de quem tem mais de 45 anos de Ufal, muitos prêmios e nome em diversos rankings.

Por Assessoria / Ufal 

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