Parabéns! Palmeiras completa 99 anos de muitos títulos, decepções e histórias

26 ago 2013 - 09:55


Neste dia 26 de agosto, a Sociedade Esportiva Palmeiras completa 99 anos

São 99 anos de muitas histórias. Neste dia 26, a escudo-palmeirasSociedade Esportiva Palmeiras faz aniversário e demonstra, no decorrer da sua jornada, tropeços e glórias. Hoje, o FutNet traz para você um especial contanto um pouco mais da história de um dos maiores times de São Paulo e do Brasil.

O Início de Palestra Itália

No dia 26 de agosto de 1914 surgiu o Palestra Itália, clube de futebol fundado por imigrantes italianos que chegaram em São Paulo. O primeiro jogo do Palestra Itália foi no dia 24 de janeiro de 1915 contra o Savoia, time de Votorantim, e o Verdão, que usava azul, venceu por 2 a 0. Em 1942, após conquistar vários títulos no estado e um grande número de torcedores, o Palestra Itália foi obrigado a mudar seu nome devido a Segunda Guerra Mundial, onde o presidente Getúlio Vargas declarou guerra aos países do “Eixo” (Alemanha, Itália e Japão), se aliando aos países “Aliados” (Estados Unidos, URSS, Grã-Bretanha e França).

O começo da Sociedade Esportiva Palmeiras

No dia 20 de setembro de 1942 o Palmeiras realizou seu primeiro jogo com o novo nome contra o São Paulo, no Pacaembu, e venceu. Os primeiros ídolos do clubes surgiram nas décadas seguintes, como Oberdan Cattani, Waldemar Fiúme e Jair Rosa Pinto. As décadas de 50, 60 e 70 foram consideradas os “anos de ouro” do futebol brasileiro, onde a seleção conquistou três mundiais de clube na Era Pelé. Pelé este que, aliás, via o Palmeiras como uma das poucas equipes capazes de derrubar o Soberano Santos Futebol Clube, o imbatível que encantava com o Rei. Nesta época, jogadores como Ademir da Guia, Dudu, Djalma Santos, Tupãzinho, Leivinha e Leão jogaram pelo clube e fizeram do Palmeiras campeão brasileiro em 1972 e 1973.

Ademir da Guia, o primeiro grande ídolo

Se perguntarmos para qualquer palmeirense quem é o maior ídolo da história do Palmeiras, esse nome, sem sombra de dúvidas, será Ademir da Guia. Nascido no Rio de Janeiro em 1942, o Divino defendeu apenas o Bangu por um ano, e depois o Palmeiras. Ficou no clube paulista de 1961 até 1977, jogando mais de 900 jogos e marcando mais de 150 gols com a camisa alviverde. Conquistou cinco nacionais pelo Verdão (1967 (2), 1969, 1972 e 1973), cinco paulistas (1963, 1966, 1972, 1974 e 1976).

Depois da glória, o abismo

O torcedor acostumado a ver um Palmeiras vitorioso nas décadas de 50, 60 e começo de 70 estranhou quando viu um Palmeiras irreconhecível a partir de 1976 até 1993, quando o time passou pelo seu maior jejum de títulos. Foi nessa época que os maiores rivais, como Corinthians e São Paulo, dominaram o cenário paulista, colocando o Palmeiras em segundo plano. Sem Ademir da Guia, que havia encerrado a carreira em 1977, o Palmeiras caiu em um profundo abismo sem títulos. Em 1993, a maré começou a mudar novamente graças a parceria entre a diretoria do clube e a empresa italiana Parmalat. A parceria possibilitou que grandes jogadores fossem contratados, a história fosse mudada e o Palmeiras voltasse a brilhar.

Parmalat – Parte 1: Vanderlei Luxemburgo.

Comandado por Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras se tornou uma máquina. Em campo, jogadores como Evair, Edmundo, Roberto Carlos, César Sampaio, Mazinho, Edílson, Zinho e companhia. Dessa forma, o jejum foi encerrado em grande estilo no Paulistão de 1993, quando o Verdão venceu o Corinthians por 4 a 0. Sob o comando de Luxa, o Palmeiras ainda conquistou o Paulistão 1994 e 1996, os Campeonatos Brasileiro de 1993 e 1994 e o Torneio Rio-São Paulo por em 1993.

O nome da vez: Evair

Assim como Ademir da Guia, Evair foi um dos jogadores que se consolidou como um dos maiores ídolos da história do Verdão. Djalma Santo, Edmundo e outros também entram no hall, mas Evair encantou com a sua maneira de jogar futebol e a sua visão de jogo. Nascido em Ouro Fino, Minas Gerais, em 1965, Evair defendeu muitos times, entre eles, Guarani, Atlético Mineiro, Vasco, São Paulo, Goiás, Coritiba e Figueirense, onde encerrou sua carreira, mas seu destaque foi em sua primeira passagem pelo Verdão, entre 1991 e 1994. A segunda foi em 1999.

Parmalat – Parte 2: Luis Felipe Scolari.

Em 1997, Vanderlei Luxemburgo deixou o Palmeiras e Luis Felipe Scolari, recém-chegado do Japão, assumiu o time. Com Felipão, o Palmeiras manteve sua glória e conquistou a Copa do Brasil de 1998, a Copa Mercosul e a tão sonhada Libertadores da América, com jogadores como Arce, Alex, Cléber, Oséas, Paulo Nunes, Júnior, Euller, Zinho, César Sampaio, Velloso e Marcos, que estava iniciando sua carreira.

O último dos ídolos tem nome de Santo: São Marcos

Marcos ganhou sua primeira chance no time titular do Palmeiras na quinta rodada da Libertadores de 1999, quando Velloso se machucou. Desde sempre, Marcão encantou e não largou mais a número 1 do Verdão. Com atuações brilhantes, como a diante do Corinthians, nas quartas de final, quando defendeu um pênalti de Marcelinho Carioca e ajudou o Palmeiras a conquistar o caneco, Marcos se tornou ídolo. No Mundial daquele ano, diante do Manchester United, Marcos falhou no gol que deu o título aos ingleses, mas isso nunca atrapalhou sua fama de Santo. Em 2002, foi eleito o melhor goleiro da Copa do Mundo de 2002, campeã com Felipão. Mesmo com o rebaixamento do Palmeiras naquele ano e a proposta do Arsenal, recusada, Marcos cravou seu nome da história do Verdão. Além do Palmeiras, Marcos defendeu apenas o Lençoense, time de sua cidade. Pelo Verdão foram mais de 500 jogos, tristeza e alegrias, falhas e grandes defesas.

O fim da Era Parmalat e o Paulistão de 2008

Se o ditado diz que “Tudo o que é bom dura pouco”, devemos levar ao pé da letra, pois foi assim que aconteceu com o time paulista. Ao fim da parceria com a Parmalat, os jogadores começaram a sair, o Palmeiras começou a viver uma nova realidade e, sem aguentar a pressão, foi rebaixado para a Série B do Brasileirão em 2002, disputando a competição em 2003. Em 2003, após uma final contra o Botafogo, o Palmeiras garantiu seu retorno à elite e os anos seguintes serviram de reestruturação. Mesclando classificações para a Libertadores com decepções, o Palmeiras foi levando e montando um bom time, como em 2008, novamente com Vanderlei Luxemburgo, quando conquistou o Campeonato Paulista de 2008. Aquele elenco contava com jogadores como Marcos, Henrique e Valdivia (ainda no clube), Alex Mineiro e companhia.

2009 Campeão? Hoje não!

No Campeonato Brasileiro de 2009, sob o comando de Muricy Ramalho, o Palmeiras ficou a um palmo de conquistar a competição. Na liderança durante diversas rodadas e com vários pontos de vantagem para o segundo colocado, faltou planejamento ao time paulista. Jogadores começaram a se contundir e, sem peças de reposição, o Palmiras caiu de produtividade, ficou sem o título e sem a vaga para a Libertadores. Nos anos seguintes, 2010 e 2011 foram naturais para o Palmeiras, sem conquista e com muitas oscilações. Mas chegou o ano de 2012, ano em que o Verdão conheceu o céu e o inferno.

2012: O Céu

Comandado por Luis Felipe Scolari, muitos torcedores estavam abatidos por conta da aposentadoria do ídolo Marcos, mas a história começou a mudar com Felipão. Após 12 anos sem conquistar competições nacionais importantes, o atual técnico da seleção brasileira levou o Palmeiras ao título da Copa do Brasil de forma guerreira. Com Arnaldo Tirone, presidente do clube, muito contestado, o Palmeiras eliminou Coruripe, Horizonte, Paraná, Atlético Paranaense, Grêmio e Coritiba, na grande final, antes de ver Marcos Assunção levantar o troféu. O título garantiu o direito do Verdão disputar a Libertadores da América neste ano de 2013. Só alegrias? Não.

2012: O Inferno

Sem um planejamento consciente, o Palmeiras caiu de produção natural após ceder toda sua força à Copa do Brasil. No Brasileirão, as derrotas começaram a surgir, Barcos, o “ídolo palmeirense”, não conseguiu ajudar o clube e o menos esperado aconteceu: o Palmeiras foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro mais uma vez.

2013

Barcos saiu, Marcos Assunção saiu, Felipão saiu e Arnaldo Tirone saiu. O Palmeiras passou por uma reformulação. Paulo Nobre, o presidente, entrou. Trouxe consigo caras velhas como José Carlos Brunoro e Omar Feitosa. Tirou Felipão e colocou Gilson Kleina, desconhecido treinador da Ponte Preta. Trocou Barcos por quatro jogadores do Grêmio, trocou Luan por dois do Cruzeiro e reforçou o elenco. Na Libertadores, o Palmeiras terminou na liderança do Grupo 2, mas foi eliminado nas oitavas de final. Sem sorte no Paulistão, o Palmeiras vai bem no Brasileirão, onde está na liderança. Agora, o clube também está na Copa do Brasil, onde venceu o Atlético Paranaense no primeiro jogo das oitavas de final por 1 a 0. O segundo jogo será na quarta-feira, 28. Em 2014 será o centenário do Palmeiras. A Allianz Parque, arena do Verdão, estará pronta, e o grande objetivo do time é estar na Libertadores, para comemorar seus 100 anos em alto estilo. Para isso, o Palmeiras precisa vencer a Copa do Brasil, único caminho para chegar à América. A apaixonada torcida palmeirense acredita, o time está focado e o amor pelo manto fala mais alto. “Forza”, Palestra!

FUTNET

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