Pandemia do novo coronavírus impõe novas formas de encarar o luto Distanciamento e ausência de despedidas tornam último adeus ainda mais pesado para quem perdeu entes queridos para a doença

13 jun 2020 - 18:00

↑ Igor com a irmã Iza (acima) e Aldo com a mãe Maria Aparecida relatam dor com perda sumária e luto sem despedida (Foto: TNH1)

Rapidez na liberação do corpo e no translado, funeral sem velórios, caixões lacrados, número reduzido de pessoas no sepultamento. Esta é a real situação dos enterros em tempos de Covid-19, que vem impondo novas formas de encarar o luto e a morte de um ente querido.

“A sensação de sepultar um ente querido nesta situação é a pior possível. Foi tudo muito rápido, sabíamos que a doença é grave. Minha irmã passou oito dias internada, sendo três ou quatro na UTI. Ela falava com a gente. Inclusive no dia do falecimento dela falou conosco a tarde pelo WhatsApp”, contou o jornalista Igor Castro, que perdeu a sua irmã Iza Castro, de 37 anos, para a Covid-19 no último dia 4 de junho.

“Ficamos a 20 metros de distância do local do sepultamento, sem que houvesse despedida. Buscamos forças em Deus e através das orações de inúmeras pessoas que gostavam da minha irmã, ela sempre fez o bem, por isso tanta gente liga e isso nos conforta. Todos estão em oração pela alma dela e intercedendo pelos familiares. Meu pai também está internado diagnosticado pelo coronavírus. Foi sepultando ela num dia e internando meu pai no outro”, revelou Igor.

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