Sobre Clerisvaldo Chagas

Romancista, historiador, poeta, cronista. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano.


OS CAMINHOS DA SANTANA LITERÁRIA

8 Maio 2018


MATA VERDE, EM SANTANA. FOTO: (B. CHAGAS)

Para os planos terrenos os caminhos são muitos e diversos. Entre eles têm os que procuram riqueza na política, os que deliram com o ouro das minas, os que vibram com o fuzil diante dos cofres bancários e os que se realizam através das esmeraldas literárias. Dentro do último padrão, regionalizando para o nosso pequeno mundo santanense, temos também as cortinas grenás dos que almejam decifrar o além dos cortináveis. E assim vamos encontrando tesouros sagrados imperceptíveis ao humano comum e dadivosos aos pesquisadores natos. E o pesquisador autêntico e perspicaz não é o da fartura disponível, mas sim das invisíveis entrelinhas que alinhavadas com paciência e intelecto, edificam o todo, o resultado da exaustiva busca com a coroação e os lauréis.

Assim apontamos as trilhas para os que procuram a história e a literatura da terra. Escritos como hieróglifos que nos transportam para o último período de Vila em que nasceram os nossos primeiros escritores, muito embora os seus frutos em livros tenham brotados somente a partir da Santana cidade da década 1940. E na busca das esmeraldas acima, estão “Fruta de palma”, “Modernismo e realismo”, “Santana do Ipanema conta sua história” ou mesmo “Vim para ficar”, leituras imprescindíveis aos momentos de compreensão dos nossos primeiros 40 anos como cidade.  Seus autores, pela ordem, são Oscar Silva, Tadeu Rocha, Floro e Darci Araújo e Floro Araújo.

Em “Fruta de palma”, livro de crônicas rudes e sertanejas, o autor fala sobre fatos e pessoas de Santana. É um bom auxiliar variado para se encontrar o que se procura no geral de cada crônica ou em frases soltas que servem de pistas importantes. “Modernismo e Realismo” é profundo sobre literatura nordestina, alagoana e santanense. Professor de história e português não pode ignorá-lo. “Santana do Ipanema conta sua história”, puxa mais para a parte sociológica. Apesar de alguns erros como datas e alguns fatos, não compromete o todo, visto pela ótica dos autores. Não deixa de ser uma obra relevante para a história local. E “Vim para ficar”, narrativa pessoal do autor – talvez seja a melhor das suas obras – onde se acha algumas rápidas informações embutidas sobre a cidade que auxilia bem as pesquisas.

Melhores informações pelo contato: clerisvaldodaschagas@gmail.com.

Clerisvaldo B. Chagas, 8 de maio de 2018

Crônica 1.896 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

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