Olimpíada Alagoana de Matemática inscreve até 20 de novembro

16 nov 2021 - 16:58

Foto: Divulgação / Ufal

Estão abertas até o dia 20 deste mês as inscrições para a edição 2021 da Olimpíada Alagoana de Matemática (OAM) – Competição  Edmilson Pontes, promovida pelo Instituto de Matemática (IM) da Universidade Federal de Alagoas.

A OAM é realizada anualmente, tem como público-alvo  estudantes  do ensino básico a partir do ensino fundamental 2 e também de qualquer curso de  graduação  das redes pública e privada do estado. A competição teve primeira edição em 2003 e por conta da pandemia, ainda em curso, não foi realizada em 2020.

A prova da OAM 2021 está marcada para o dia 27 deste mês e em razão do ano pandêmico será realizada em fase única em polos dos seguintes municípios alagoanos: Maceió (Campus A. C. Simões),  Arapiraca (Colégio da Polícia Militar Tiradentes –Unidade Agreste), Delmiro Gouveia (Campus da Ufal), Coruripe (Ifal),  Santana do Ipanema (Ifal),  Maragogi (Ifal) , Palmeira dos Índios (Ifal) e Penedo (Unidade Ufal).

Em razão do ano pandêmico,  a prova será realizada em fase única (presencial), à exceção da que tem como público-alvo participantes de nível universitário, que  será realizada virtualmente.

“Esperamos a participação de cerca de 500 estudantes. Os melhores alunos de cada nível da competição alagoana, assim como na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas) são indicados para fazer a prova da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Esta competição é a que seleciona os times do Brasil para competições internacionais de Matemática”, explica o professor Davi Lima, que coordena o certame estadual desde 2017, inicialmente, em conjunto com o professor Krerley Oliveira, idealizador da olimpíada local. Também são coordenadores os professores Alan Pereira  e Elaine Silva, do Instituto de Matemática da Ufal.

A Olimpíada Alagoana de Matemática é por si um projeto e este  ano foi contemplado em um edital da Associação Olimpíada Brasileira de Matemática e assim é financiada (para a compra de medalhas e impressão de certificados).

O professor Davi Lima aproveita para destacar que nessas quase duas décadas de realização a OAM tem sido motivadora para os estudantes .

“Qualquer olimpíada científica deve ser encarada como um começo, nunca um fim. Os premiados na competição estadual estão automaticamente convidados a participar do  Núcleo de Treinamento Intensivo (NuTI), do IM, onde ficam durante oito meses , visando o desenvolvimento na área. Ao  entrarem em cursos de exatas na Ufal ou em outra universidade, já têm familiaridade com conceitos.  Eu fiz a prova em 2006 e então tive mais certeza que queria estudar matemática”, frisa Davi.

Ele é  doutor em Matemática pelo IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), com estágios de pós-doutorado  na École Polytechnique (França) e na Universidade Federal de Minas Gerais ( UFMG).  Em sua dinâmica carreira docente, coordenou este ano o Polo Olímpico de Treinamento Intensivo (Poti), além de eventos de extensão e pesquisa.

Davi reforça que desde a realização da primeira OAM,  diversos  ex-olímpicos locais,  retornaram à Ufal como docente, como ele  e o também coordenador Alan Pereira.  Alguns participantes expandiram atividades de pesquisas outras universidades federais, a exemplo de  Diogo dos Santos do corpo docente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também membro do comitê elaborador da prova.

“São inúmeros os benefícios da Olimpíada Alagoana de Matemática na sociedade local  e esperamos continuar impactando positivamente com a competição deste ano. Para evitar grandes deslocamentos, definimos vários polos de aplicação da prova”.

Da Assessoria / Ufal

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