Sobre Djessyka Silva

Djessyka Silva é servidora pública, atuando como Educadora Social em Santana do Ipanema. Bailarina e amante de todas as artes. É Assistente Social e graduanda em Ciências Biológicas pela Uneal


Observações de Isolamento (Parte II) – Da reflexão ao agradecimento

25 julho 2020


Foto: Gerd Altmann / Pixabay

Na lembrança de alguns
Ainda deve está fresca a memória,
Da luta que foi cravada
Com suor e sangue
Em nossa história.

Nem tem muito tempo assim
Que se rezava pra ter saúde,
E se saúde não tivesse
Se orava ao nosso “padin”,
O padre Cícero era o médico
De cada milagre que não tinha mais fim.

O programa que hoje está salvando
Não existia nem em sonho.
Adoecer era coisa de rico,
E o pobre que adoecesse
Apelasse pra benzedeira
Seja espinhela caída, cobreiro ou quebranto.

Quando o direito à saúde chegou
A felicidade foi sem tamanho,
A mortalidade infantil despencou,
E se começou a prosperar
A novidade de poder viver
Muito mais que cinquenta anos.

A empregada ganhou pré natal,
A professora regulou a pressão,
E o agricultor, com dor a tanto tempo
Pôde se tratar do cansaço
Que ele achava que a qualquer momento
Ia matá-lo do coração.

Agora imaginem só,
Teve um tempo desse
Um tempinho ali, bem pertinho
Que queriam desmantelar
Esse direito à saúde
Que é de nós tudinho…

Queriam voltar a ditar
Quem ia na sala do doutor,
E a gente que começasse a rezar
Pedir saúde a nosso Senhor,
Porque dinheiro não ia sobrar
Pra o luxo de sentir dor.

Já pensou que confusão?
O vírus chegou de mansinho
E já pegou pra mais de milhão,
Imagina se não tivesse
Acesso a saúde pra toda população?

E o malvado do COVID num escolhe não,
Pode ser pobre, rico, jogador ou jardineiro,
E quando o bicho chega
Não tem curandeira que obre milagre não…

Mas eu soube que lá no posto
E também no hospital
Tem super-homem de capa branca,
E mulher maravilha de capote
Que tem feito cada milagre sem igual.

Tem também o pessoal,
Que faz todo o sistema funcionar,
Serviços gerais, técnicos e administrativos,
Que estão a todo momento
Botando o vírus pra chispar.

Trocaram a própria segurança
Do seio familiar,
Pra cuidar de todo mundo
Que houvesse de precisar.
O que seria de nós agora
Sem esses heróis pra nos ajudar?

Vou encerrando o meu verso
Deixando o meu: Muito obrigada!
Pra todos os profissionais
Que abriram mão da vida
Pra nos dar um tantinho de vida a mais.

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