“No passado se fazia orçamento de qualquer jeito”, diz controlador em Santana Para o responsável pelo Controle Interno, o debate sobre o Orçamento foi importante.

22 nov 2018 - 11:32

Controlador-geral em Santana, Antônio José (Foto: Lucas Malta / Alagoas na Net)

O controlador-geral da Prefeitura de Santana do Ipanema, Antônio José Bento de Melo avaliou como positiva a apresentação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2019, mostrada em audiência pública nesta quarta-feira (21) na Câmara de Vereadores.

Ao lado dele, membros do setor contábil do Poder Executivo expuseram os pontos principais da peça orçamentária, tiraram dúvidas de parlamentares e ainda ouviram algumas críticas por parte de edis e membros da comunidade.

Segundo Antônio José, o município nunca havia feito uma audiência desse porte, cumprindo a risca os dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele citou o exemplo de Olho d’Água das Flores, em que a Câmara cobra esse tipo de evento.

Responsável pelo Controle Interno desde o início dessa gestão, Antônio José disse que a exposição do orçamento é fundamental para uma sociedade que quer a alocação de recursos para ações específicas e  importantes para município.

“No passado se fazia orçamento de qualquer jeito, mas hoje não. Houve aqui uma alusão de que a LOA é uma peça ficcional, ocorre que chamamos assim porque ela não prevê o futuro, daí o que é colocado aqui, pode acontecer ou não”, explicou.

Questionamentos

De olho em alguns valores que foram previstos na LOA 2019 alguns vereadores questionaram a equipe da gestão. José Vaz (PP) foi um dos primeiros parlamentares a perguntar sobre algumas divergências de valores contidos na LOA 2019.

Quem também usou da palavra e realizou perguntas foram Jacson Chagas (PSol) e Marciano dos Santos (PPS). O primeiro indagou sobre a diferença entre recursos destinados ao Gabinete do Prefeito e outros que foram para a Saúde e Agricultura.

Já Marciano lembrou dos vultosos valores do precatório do Fundef, questionando a aplicação deles num complexo educacional, proposto pela Prefeitura. O edil quis saber se o Executivo tem previsão de recursos para manter a futura estrutura.

Também destacando esse assunto esteve a presidente do Sinteal – Núcleo Santana, Cristina Alves. Ela frisou que o investimento em estrutura é válido, porém valorizar o trabalhador é ainda mais eficaz para melhorar os índices de Educação do município.

Debate é salutar

O controlador-geral respondeu a praticamente todas as perguntas, auxiliado também de um dos contadores do município. Mesmo com as divergências de pensamento Antônio José afirmou que o debate é essencial e importante para a construção da peça, pois muitas vezes o gestor tem uma visão do município, que difere da população e os edis.

“Eu achei muito importante a intervenção dos vereadores, bem como da população que esteve presente. Veja, teve até a participação da Verônica, uma peruana que está de passagem pelo município, e quis participar da audiência”, falou Antônio José.

Ao final o controlador-geral afirmou que, diante da dimensão que o assunto tem tomado já se dá para projetar uma discussão ainda mais ampla para o próximo ano. “Quanto mais debatermos, mais diluídas vão ficar as dúvidas”, completou.

Por Lucas Malta / Da Redação

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