Na ponta do lápis: como se preparar para as contas de início de ano Mensalidade e material escolares estão entre os principais pontos para o planejamento das famílias.

Fernando Oliveira / Mira Comunicação

01 jan 2022 - 04:00


Foto: Divulgação

A disparada da inflação no segundo semestre provocou uma mudança nos reajustes das mensalidades escolares para 2022. Estimativas feitas em julho pelo Grupo Rabbit, consultoria de gestão educacional, com 600 instituições privadas de ensino brasileiras, apontaram um reajuste de 8% a 10% à época. No entanto, esse número pode crescer ainda mais, exigindo das famílias uma maior atenção ao planejamento financeiro no início do ano. 

Como explica Christian Coelho, CEO da consultoria, o peso do aumento do valor das mensalidades seria apenas uma compensação dos investimentos em protocolos de segurança e tecnologia feita pelas escolas durante a pandemia. “Boa parte dos colégios seguraram os preços durante a pandemia, então esse reajuste já seria esperado por todos”.

O esperado hoje está bem acima das projeções iniciais realizadas no meio do ano, e os reajustes já podem passar da casa dos 10%. Dessa forma, as famílias precisam se preparar com antecedência para lidar com essa e outras tradicionais despesas de início de ano, como IPTU e IPVA, por exemplo. 

Coelho conta que, como a Educação acaba sendo o principal investimento dos pais que possuem filhos, esse item precisa ser o primeiro a ser administrado, a partir do ponto de vista dos benefícios a longo prazo.

Professores, internet, limpeza, manutenção, aluguel, atendimento. Os custos para se manter uma escola funcionando são diversos, complexos e podem variar de uma instituição para outra. Para não haver um ruído durante as negociações, o especialista afirma que as escolas precisam ser transparentes com a comunidade, procurando mostrar tudo aquilo que foi feito durante o ensino remoto e híbrido, quais foram os custos e como os novos valores podem ser negociados a partir de agora.

Descontos e inadimplência

O especialista conta que agora as escolas precisarão dedicar seus esforços de planejamento para a política de mensalidades, gestão de matrículas e redução da inadimplência. Um outro estudo feito pelo grupo em outubro mostrou que os casos de cancelamento de matrícula diminuíram de 95% para 52%, em média, nos últimos 12 meses. Por sua vez, o percentual de inadimplência caiu de 25% para 9%. 

Para ele, o sucesso da retenção das matrículas se deu às renegociações das mensalidades. No entanto, “à medida em que a economia melhora, muitas escolas podem começar a diminuir essa política de descontos”. 

Uma das alternativas sugeridas por ele para não haver atrito entre pais e colégios é conceder um benefício aos pais em troca do pagamento integral da mensalidade. Pode ser a troca da mensalidade por atividades extras sem custos, descontos no material didático, ganho do uniforme, isenção da taxa de eventos ou desconto por desempenho do aluno, por exemplo.

Se for o caso de procurar uma nova instituição de ensino, é importante comparar os preços entre elas. Segundo Christian, tudo está atrelado a uma boa pesquisa de campo. “Para construir critérios de avaliação, busque consultar outras escolas com qualidade ou serviços equivalentes para poder ter mais poder de barganha, além de também ficar por dentro das inovações e benefícios que a escola oferece para o ano letivo, um tópico que ficou mais evidente durante a pandemia”, finaliza.

Sobre o Grupo Rabbit: é a maior consultoria em gestão educacional da América Latina, que auxilia instituições de ensino em todo o Brasil. Ao todo, mais de 1,5 mil escolas são associadas ao grupo, e dispõem de apoio a processos de recursos humanos, pesquisa, comercial, marketing, jurídico, financeiro, atendimento e propaganda, entre as principais soluções. A Rabbit tem como CEO Christian Coelho, especialista em andragogia e membro do União Pelas Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte. 

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