Mais de 22 mil servidores públicos receberam auxílio indevidamente em AL Levantamento da CGU tem sido divulgado pelo Ministério Público de Contas em Alagoas (MPC-AL).

15 jul 2020 - 09:30

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Ministério Público de Contas em Alagoas (MPC-AL), divulgou mais uma lista atualizada de servidores públicos, municipais e estaduais, que receberam indevidamente o auxílio emergencial, do Governo Federal. Segundo o órgão, foram cruzadas as folhas de pagamentos de 69 municípios alagoanos, mais as do Governo do Estado e as do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ao todo 71 entes públicos.

“Até agora foram identificados 22.792 servidores públicos que receberam o benefício da União. Considerando APENAS o recebimento de UMA parcela de R$600, o valor recebido indevidamente foi de R$13.675.200,00. Porém, se considerarmos que esses 22.792 servidores receberam as TRÊS parcelas do auxílio no valor de R$600, o prejuízo aos cofres públicos foi de R$41.025.600,00”, diz o MPC-AL.

O MPC-AL ressalta ainda que o cruzamento dos dados, propriamente dito, está sendo realizado pela Controladoria Geral da União (CGU), que solicitou aos gestores públicos o encaminhamento das folhas de pagamento por e-mail, nos formatos Excel ou CVS. Alguns municípios e algumas instituições ainda não enviaram as listas para o cruzamento dos dados.

Terão que devolver

Após a detecção das fraudes, os órgãos de fiscalização devem orientar os poderes municipais e estaduais a identificar pessoalmente cada servidor que recebeu o benefício para proceder a devolução dos recursos. Tanto o Governo do Estado, quanto os municípios devem abrir processos administrativos para analisar caso a caso.

De acordo com a lista divulgada pelo MPC, no Executivo Estadual foram identificados 2.100 servidores que receberam o auxílio emergencial, enquanto que no TCE foram dez servidores. Sobre as prefeituras os números de beneficiados irregularmente variam de dezenas a centenas de funcionários públicos. 

Para conferir a lista completa com o número de servidores públicos que receberam irregularmente o benefício, CLIQUE AQUI.

Da Redação com Assessoria MPC-AL

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