Jovem baleada em Olivença era ameaçada e perseguida pelo ex, diz irmã da vítima Filha da mulher que morreu e irmã da sobrevivente falou com exclusividade ao site Alagoas na Net.

25 out 2021 - 22:11


Darlanne [à esquerda] postou foto em homenagem a irmã e a mãe (Foto: Reprodução / Facebook)

O crime que parou a pequena cidade de Olivença, ocorrido na manhã desta segunda-feira (25), dentro de um Cartório de Registro Civil, ao que tudo indica, deu vários sinais que estava prestes a acontecer.

A conclusão é resultado do depoimento de Darlanne Maynara, filha de Damiana e irmã de Dayrla, mãe e filha que foram alvos do atentado à bala, que terminou na morte da genitora e deixou Dayrla ferida no hospital.

Com exclusividade, o site Alagoas na Net, conversou com Darlanne, que contou o que vinha acontecendo, antes do crime. A irmã diz que Dayrla sofria ameaças constantes do suspeito e que já tinha informado isso a polícia. 

“Minha irmã já tinha prestado BO contra ele, já estava tudo sendo encaminhado, só que ele insistia em executar o que ele queria, que era matar a minha irmã. E se a minha mãe atravessasse no meio, morreria também. Só que foi o que aconteceu, né?”, lamentou.

Darlanne falou que o suspeito vinha ameaçando, provocando e até perseguido a sua irmã. “Ele cansou de tentar buscar ela lá na escola. Sorte que uma amiga nossa conseguiu avisar, daí ela não foi na escola, nesse dia”.

“Minha irmã registrou o BO, mas ele continuava ameaçando. Resumindo, ele não aceitou o término. Ele é um homem que não consegue aceitar um término. E se ele fez isso com minha irmã, ele pode fazer com qualquer outra pessoa”, completou Darlanne.

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A sertaneja aproveitou para falar que sua irmã está fora de perigo, mas ressaltou que, enquanto o acusado estiver livre, ela teme pela vida da irmã.

“Sabe-lhe Deus onde esse homem está, e com certeza, se não o pegarem, ele só vai sossegar quando fizer o ato. Ele sabe que deixou minha irmã viva e a única coisa que ele vai querer é acabar com a vida dela”, afirmou.

A parente das duas vítimas do atentado de hoje também ressaltou que, devido ao registro na polícia, diversas forças de segurança na cidade estariam “de olho” nos passos do suspeito.

“A polícia já estava em busca dele, por conta desse boletim feito. O pessoal também sempre patrulhava, pra saber se ele estava por lá ou não. Até os vigilantes e a guarda municipal também estavam atentos, por conta dessas ameaças”, disse.

Apesar dos comunicados à polícia não terem surtido efeito, ao fim da entrevista, Darlanne declarou que os policiais ajudaram sua família. Ela agora busca um desfecho para o caso: “Eu não vejo a hora dele ser preso e ser punido pelo que ele fez, porque não é fácil não”, desabafa a sertaneja.

Por Lucas Malta / Da Redação

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