Isso é uma grande mentira!

26 julho 2013


Foto: Ilustração

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Dom Dulcênio Fontes de Matos, bispo da Diocese de Palmeira dos Índios, a qual pertence a paróquia de Senhora Santana, na última quinta-feira (18.07) presidiu a celebração da segunda missa do novenário em louvor a nosso padroeira. Seguindo o tema “Vinde a mim todos que estais aflitos sob o fardo e Eu vos aliviarei” – Mt 11-28,30, o pastor do rebanho de Cristo, fez uma bela homilia, em que falava das fraquezas humanas, da dificuldade que temos de perdoar nosso irmãos. E falava dos enganos que o mundo nos dá. E a mais sedutora delas, a mentira. Sobre isso dizia: “Sabem porque o povo perdeu a confiança no governo? Por conta da mentira: Governos mentem, juízes mentem, pastores mentem, maridos mentem, esposas mentem, filhos mentem…”

O saudoso humorista Millor Fernandes, dizia que: “Os homens mentiram bem menos se as esposas não perguntassem tanto.”

De onde será que vem a palavra mentira? De “mente” mais “ira”? Assim sendo, seria a revolta da mente! Até onde sabemos o “pai” da mentira é Lúcifer. O anjo de luz expulso da corte celestial, por espalhar uma grande mentira, dizia: “Onde é que Deus jamais iria enviar seu filho ao mundo dos mortais, ainda mais nascer do ventre de uma mulher, isso era inconcebível! um absurdo!” Satanás jamais aceitou isso.

Sobre a expressão: “ISTO É UMA GRANDE MENTIRA”? A meu ver, ocorre redundância, um pleonasmo. Afinal não existe mentira pequena, mentira magra, mentira boba, inocente mentira! A gente fala que até que elas têm pernas! “Mentira tem perna curta!” Pelo contrário suas pernas são gigantes, capazes de enlaçar sedutoramente as pessoas.

Existem outros jeitos de falar a palavra mentira:

“Fofoca: consta que ela é de origem africana, talvez Banta(…); calúnia que veio do Latim callumnia, “falsa acusação”, do verbo “calvi” enganar. Em Direito, calúnia é atribuir de má-fé a outra pessoa um ato criminoso. Há pessoas que se metem na vida alheia para “Fuxicar”, que deriva do francês “foutriquet” indivíduo desprezível (daqui nasceu o ditado: “Quem fuxica o rabo espicha”). Xeretar que antes se escrevia “cheiretar”, vem de cheiro (meter o nariz onde não é chamado). Bisbilhotar vem do italiano: “bisbigliare” fazer sons com os lábios. Fabulari “falar muito” do Latim surgiu a palavra fábula. Boato vem de “boatus” mugido de “bos”, boi em Latim. Mentira vem de “mentiri” do Latim, “enganar dizer falsidade” (Fonte: origemdapalavra.com.br)

Como podemos ver quem escreve ficção: contos, romances, fábulas, novelas, e mesmo quem interpreta, seja uma música, uma peça teatral, atores, atrizes e coisas do gênero, não passam de grandes mentirosos.

Mentiroso eis um vocábulo que exige um estudo mais acurado. Como sabemos quando alguém “faz alguma coisa” os sufixos usados são bem característicos, explico: Quem cozinha é cozinheiro, quem viaja é viajante, quem dirige é diretor. No entanto quem mente não é mentideiro, mentirante, nem mentidor. Tinha que ser um nome que lembrasse algo gostoso, saboroso, prazeroso daí mentiroso! Portanto não se enganem o troço apesar de atraente, causa um mal danado, a si, e aos outros!

“Isso é uma tremenda bravata!” Ouvi isso pela primeira vez do presidente Lula, por isso, só lembro-me de bravata como mentira, associando a gravata, e crimes do colarinho branco.

Lorota: lembro-me na hora, da música de Luiz Gonzaga: “Que mentira que lorota boa!”

Sobre mentir pra criança sabemos que isso dá no maior mico: Joãozinho queria saber do papai o que era masturbação, o pai enrola, enrola, não convencendo o garoto. Finalmente resolve dizer, só que de forma bem técnica:

– Tá bom meu filho! É a manipulação dos órgãos sexuais com a intenção de obter prazer.

-Ora! Mas isso é punheta pai!

Fabio Campos 25.07. 2013

No fabiosoarescampos.blogspot.com o Conto: “O Colecionador”

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