Estudantes de Arquitetura criam projeto p/ acompanhar bairros afetados pela Braskem

06 jun 2021 - 11:47


Foto: Divulgação

Os alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Tiradentes (UNIT-AL) e Universidade Tiradentes (UNIT-SE), criaram perfis nas redes sociais para divulgar informações e propostas, acerca da tragédia que envolve os bairros atingidos pela mineração da Braskem. Ao todo são 20 acadêmicos dos dois Campus.

As ações fazem parte do projeto de extensão Resgate Maceió, que visa dar maior visibilidade ao problema e engajar a população à causa. A Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (FUNDEPES), e a comissão de Meio Ambiente e Urbanística da OAB Maceió, estão apoiando o projeto.

A ideia surgiu quando a disciplina Planejamento Urbano e Regional II elegeu o afundamento do solo dos bairros: Pinheiro, Bebedouro, Mutange e Bom Parto como objeto de estudo. Após analisarem aspectos como meio ambiente, segurança pública, mobilidade urbana, entre outros, os estudantes viram a necessidade de divulgar as informações coletadas. 

A professora doutora Melissa Mota Alcides, está coordenando o projeto, ela também é moradora do bairro Pinheiro e se diz muito contente pelo apoio da instituição e dos acadêmicos. “É uma satisfação saber que meus alunos abraçaram essa causa junto comigo, a intenção é trazer propostas para essas áreas degradadas e tentar contribuir para a disseminação da gravidade do problema”, expõe.

Uma das intervenções a ser proposta pelos alunos, é sobre as possíveis soluções para o reuso das áreas afetadas, levando em consideração o fenômeno da subsidência e lembrando que hoje, na atual conjuntura, as áreas são de propriedade da Braskem. Esses projetos e ideias podem servir como um pontapé para o início da ressignificação do problema, lamentável de fato, mas que precisa ser pensado dentro do âmbito do planejamento da cidade de Maceió.

A sergipana e aluna Yasmim Garcia mora em Itabaiana, interior do estado, ela é integrante do projeto e está participando de forma remota, Yasmim conta que não tinha dimensão do problema. “Eu fui passear na cidade de Maceió e não sabia da calamidade que está aquilo lá, para mim está sendo uma honra poder ajudar de alguma forma a sociedade alagoana”, exclamou orgulhosa.

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Por Assessoria

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