Estudante da Ufal é aprovado em 1º lugar em mestrado da UFPR Jefferson Duarte, morador de Jacaré dos Homens, conta sobre sua trajetória e seus objetivos.

25 ago 2021 - 20:30

Jefferson Duarte concluiu Biologia na Ufal e, agora, parte para o Paraná, para continuar seus estudos (Foto: Divulgação / Ufal)

Vontade de crescer e políticas públicas que garantam o acesso à educação superior são os elementos necessários para histórias de superação. Sem oportunidades, é muito difícil se desenvolver. Mas quando elas surgem, é preciso ter disposição para agarrá-las.

Esses são os componentes da história de Jefferson Duarte de Mélo, aprovado em 1º lugar no mestrado em Entomologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Cresci em Jacaré dos Homens, uma pequena cidade do semiárido alagoano com cerca de 6 mil habitantes. Meu ambiente familiar foi de muito incentivo aos estudos”, contou o jovem.

Jefferson, que sempre gostou de Ciências, teve alguns percalços até se decidir por Biologia, no Sisu 2015. “Fui aprovado em primeiro lugar para o bacharelado em Ciências Biológicas na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O curso provou ser aquilo que eu queria”, relembrou o estudante.

A interação com a comunidade é outra parte importante na vida universitária. “Conheci muita gente legal e o corpo docente é maravilhoso. Um lugar é feito por pessoas, e um lugar bom, por pessoas boas; se a Ciência fosse um livro, a biologia seria o capítulo que ganhou minha atenção”, destacou Jefferson.

Durante a graduação curso, o estudante passou a se dedicar a uma área específica de interesse. “Foi só em meados do curso, aquele momento que não se pára de pincelar o futuro, que a Biologia traduziu-se em Entomologia: entrei no Laboratório de Bioecologia de Insetos (Labin), da querida professora Iracilda Maria de Moura Lima, e me perdi em paixões e possibilidades”, contou o futuro mestre.

Esse é outro elemento fundamental: professores que contribuam para despertar a paixão do aluno pelo conhecimento. “A professora Iracilda é sempre atenciosa e capaz de encantar qualquer pessoa ao falar sobre o modo de vida dos insetos. Todos os momentos mágicos foram compartilhados com os bons e inesquecíveis colegas do Labin. O companheirismo ficou e até hoje se impõe”, ressaltou Jefferson.

O estudante apresentou o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) pouco antes de todo o impacto da pandemia de covid-19, mas deu continuidade aos projetos de estudo. “Já em isolamento, e de volta à minha cidade, após ajustes para envio da versão final do TCC, iniciei a preparação para a seleção de mestrado do Programa de Pós-graduação em Entomologia da Universidade Federal do Paraná”, relatou.

Jefferson já havia sido informado sobre a forte concorrência que enfrentaria, por ser um programa muito bem-conceituado na área de Entomologia. “Os professores disseram que se trata da melhor formação do Brasil em Biodiversidade e Sistemática de insetos. Minha intenção era trabalhar com a maior especialista do Brasil em joaninhas, a professora Lúcia Massutti de Almeida, do Laboratório de Sistemática e Bioecologia de Coleoptera, que, há muito tempo, mantém vínculo de colaboração com o Labin”, destacou o estudante.

Plano estabelecido, ele se dedicou aos estudos. “Restava-me o esforço para obter uma boa colocação e uma bolsa. Comecei a escrever para publicar estudos que foram fruto do tempo no Labin, e, vez e outra, lia um livro básico de Entomologia. Quando chegou o período de inscrição para a seleção, eu tinha duas publicações e três artigos aceitos. Nesse meio tempo, colei grau”, contou Jefferson.

Mas a concorrência preocupava o estudante. A seleção foi dividida em duas etapas: análise de currículo e prova de conhecimento. “Pelo menos dois candidatos possuíam currículos fortes, um deles, pouco depois, provaria ser o 10 da primeira etapa. Mesmo assim, eu estava seguro de que tinha me preparado para o que viria em seguida”, afirmou.

Depois de todo o esforço de Jefferson, veio o resultado. “O fato é que minha nota da segunda etapa me levou para o primeiro lugar da classificação geral e para a certeza de uma bolsa. O jogo não está ganho, claro, mas foi um bom pontapé inicial”, comemorou o estudante. E com certeza vamos acompanhar os próximos capítulos!

Por Assessoria / Ufal

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