Escolas estaduais ofertam 220 vagas do 1º e 6º ano para ensino integral

10 dez 2018 - 10:19

Governo mantém oferta de vagas para o Ensino Fundamental Integral em 2019 (Foto: Valdir Rocha / Agência Alagoas)

Em 2018, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o Governo de Alagoas ampliou a oferta do tempo integral também para as unidades de ensino fundamental em cinco escolas na capital. Em 2019, a oferta permanece com 220 vagas disponíveis para turmas de 1º e 6º anos do ensino fundamental na pré-matrícula do ano letivo 2019.

A pré-matrícula de alunos novatos teve início no último dia 5 e o procedimento deve ser feito online pelo endereço eletrônico até o dia 14 de dezembro.

As escolas estaduais contempladas com ensino integral fundamental são: Virgínio de Campos, na Ponta da Terra, Edmilson Pontes, no Farol, Anais de Lima Andrade, no Vergel do Lago, e duas delas no maior complexo educacional do estado, o Cepa: Vitorino da Rocha, nos anos iniciais (do 1º ao 5º), e Teotônio Vilela, nos anos finais (do 6º ao 9º).

Benefícios

Gestores e estudantes reconhecem os desafios e as conquistas ocasionadas pela implantação do ensino integral. “Quando nós recebemos a proposta de tornar esta escola de ensino integral, fizemos uma reunião com a comunidade escolar e a ideia foi bem recebida. Matriculamos 300 alunos e iniciamos 2018 com ensino integral do 6º ao 9º ano, nas oito turmas, sendo três de 6º ano, duas de 7º, duas de 8º e 1 de 9º”, conta o gestor da Escola Estadual Teotônio Vilela, Cássio Costa.

O diretor diz que a mudança foi aprovada pelos pais de alunos. “Para eles, é extraordinário ter o filho numa escola nesta modalidade, pois garante que ele vai trabalhar e seu filho estará recebendo todo o suporte pedagógico necessário, além das refeições. Estamos com boas expectativas para o próximo ano”, avalia Cássio.

As estudantes e representantes do grêmio estudantil da Teotônio Vilela, Nathaly Ferreira e Julia Fernanda, também elencam os benefícios. “Para mim está aprovado. Passo o dia estudando e fazendo oferta eletiva como esporte, ciência e artes”, declara Nathaly. “É meu primeiro ano em escola estadual e foi um prazer estudar no ensino integral. Faz com que a gente aprenda mais em diversas matérias e não fica parada em casa”, complementa Julia Fernanda.

Uma nova estrutura

A poucos metros dali, na Escola Vitorino da Rocha, com oferta para estudantes nos anos iniciais do 1º ao 4º ano e progressões I e II, e 177 alunos matriculados atualmente, o coordenador pedagógico Marcos Afonso Barros e os estudantes também comemoram os avanços.

“No início, tudo é diferenciado, mas a escola recebeu muito bem a implantação do ensino integral. Para os alunos, a melhoria foi significativa. São outras áreas, disciplinas novas, foi um ganho. No tempo integral não temos divisão, temos os componentes curriculares, além das atividades complementares, arte, cultura e esporte, todos divididos de acordo com o horário, tudo distribuído no horário integral”, pontua Marcos.

As estudantes Beatriz Queiroz e Lavínia Gabrielle são só elogios à modalidade.“Estamos gostando muito de estudar os dois horários. A gente estuda, brinca. Se a gente estudasse um horário só, não teria como aprender como a gente aprende no ensino integral. E ainda tem educação física, natação”, lembram.

Por Manuella Nobre e Ana Carolina Lima / Agência Alagoas

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