Em Santana, Sinteal faz assembleia e relata difícil diálogo com prefeita "A Chefe do Executivo expôs em tom muito ríspido 'não estar podendo fazer acréscimo de nada'", disse dirigentes.

06 dez 2021 - 22:09


Sinteal fez assembleia para relatar reunião com a prefeita de Santana do Ipanema (Foto: Assessoria)

Foi realizada, na manhã desta segunda-feira (6), uma assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), a fim de levar até os sindicalizados, as respostas de uma reunião de dirigentes junto a prefeita de Santana do Ipanema, Christiane Bulhões (MDB).

O encontro entre os líderes do movimento com a gestora pública aconteceu no último dia 25 de novembro e, segundo os dirigentes, a Chefe do Executivo expôs em tom muito ríspido “não estar podendo fazer acréscimo de nada”, indagando ainda: “como vai repor percentual de salário?!”.

De acordo com o Sinteal, os trabalhadores da Educação de Santana do Ipanema estão sem valorização desde 2017. A principal garantia não repassada é o reajuste salarial, mas ainda há pedidos de mudança de letra, enquadramento por titulação, quinquênios, processos administrativos parados e falta de isonomia.

Durante a assembleia os dirigentes afirmaram que pediram recomposição salarial de 4,52%, com implementação para janeiro de 2022. Todavia, a prefeita teria respondido de forma negativa, pois está seguindo a orientação da Associação dos Municípios Alagoanoas (AMA) e do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL).

“A prefeita Christiane Bulhões disse que já havia colocado uma pedra nesse assunto e não cabia mais o debate. O Sinteal preza pelo diálogo e tem buscado, desde a última audiência com a gestão (há 5 meses), destacar que não há empecilhos, ou seja, nenhum obstáculo para a recomposição salarial”, relataram os dirigentes.

Foto: Asssessoria / Sinteal

Outras reivindicações

Na assembleia, mais outros pontos da pauta de reivindicações foram socializados como a criação de junta médica; processos de readaptação; precatórios; retroativos; enquadramentos; processos de opção de matrícula e condições de trabalho, cujo não atendimento vem despertando revolta entre os trabalhadores da educação.

O Sinteal trouxe ainda que, no caso das condições de trabalho, há denúncias de salas de aulas e outros ambientes das escolas sem ventilação. “Questionada sobre este assunto, e sobre que solução seria tomada – uma vez que há informações que a rede de energia não tem suportado a instalação de ar-condicionado – a prefeita respondeu com um seco e autoritário: “procure a Equatorial!” – como se o Sinteal fosse responsável pelos atos da gestão”, declarou a entidade classista.

“A categoria quer respostas e o sindicato cumpre o seu papel de representar e defender cada trabalhador e trabalhadora da educação”, destacou a presidente do Núcleo Regional Sinteal/Santana do Ipanema, Cristina Alves. Quanto ao assunto, o secretário municipal de Educação informou que foi feita uma solicitação à empresa [Equatorial], mas que não teria ocorrido um retorno [resposta] da empresa.

Foto: Assessoria / Sinteal

Mobilizações

Durante as falas na assembleia, trabalhadores questionaram o porquê de haver tanta agilidade da gestão municipal na execução de solicitação para uma pista de gelo na praça, e não existir a mesma celeridade para as demandas urgentes nas escolas.

Ao final, como encaminhamento, os trabalhadores se comprometeram em manter as mobilizações convocadas e organizadas pelo Sinteal. “Precisamos buscar nossos direitos, chega de esperar a boa vontade desses gestores”, destacou uma servidora.

Convocação

A diretoria do Sinteal aproveitou a oportunidade na reunião, para convocar todos a fim de acompanhar as redes sociais e fortalecer a luta da categoria.

Da Redação com Assessoria Sinteal

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