Em pronunciamento, Collor responsabiliza Vilela pela violência

07 dez 2012 - 14:40


O senador Fernando Collor (PTB-AL) pediu, nesta sexta-feira (7), que as autoridades competentes além de socorrer os sertanejos nordestinos que enfrentam a seca, também busquem soluções definitivas para o problema.

Segundo informou, a estiagem deste ano já é considerada a pior desde 1970. Collor reclamou que apesar de recorrente, a falta d’água no sertão nordestino não trouxe aprendizado aos governos. Ele avalia que os governos estaduais, em especial o do estado de Alagoas, têm investido em soluções paliativas e não em planejamento estrutural de longo prazo que minimize as consequências das estiagens prolongadas.

– É inexplicável que no alvorecer do século XXI a sexta economia mundial ainda seja palco de cenas que já deveriam ser parte do nosso passado. Os seus efeitos negativos sobre o Semiárido nordestino poderiam ser menos nocivos pela pura e simples ação humana bem planejada, ponderou Fernando Collor.

O senador informou que, até 30 de novembro, a Secretaria Nacional de Defesa Civil já havia reconhecido estado de emergência em 1.287 municípios nordestinos. Em Alagoas, 36 dos 102 municípios do estado estão nessa situação. Fernando Collor acrescentou que a carência de água atingiu o litoral do estado, contou, o que obrigou a capital, Maceió, a adotar, desde 28 de novembro, rodízio no abastecimento de água. Em sua opinião, além da estiagem prolongada, os problemas no abastecimento em Maceió devem-se à redução do volume de água da barragem do Catolé decorrentes da falta manutenção e investimentos para a sua recuperação.

Segurança

Fernando Collor ressaltou ainda a crescente violência que atinge Alagoas. Ele disse que, apesar de o governo federal ter instituído o projeto Brasil Seguro em Maceió, o índice de violência na cidade vem crescendo.

Na opinião do senador, a responsabilidade pela violência no estado é do governo de Alagoas.

– Não há como deixar de responsabilizar o governador do estado, líder político do estado, líder administrativo do estado, por essa situação de medo que tomou conta da população, disse.

Por Agência Senado

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