Em Alagoas, PF faz operação e apura desvio de recursos na saúde pública

11 dez 2019 - 08:02

PF esteve cumprindo mandados de busca e apreensão em Maceió e Arapiraca (Foto: Assessoria PF-AL)

A Polícia Federal deflagrou, em conjunto com a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Florence “Dama da Lâmpada” que investiga fraudes, desvios de recursos e corrupção de agentes públicos na prestação de serviços de OPME – Órtese, Prótese e Materiais Especiais – no Estado de Alagoas.

Estão sendo cumpridos 32 mandados de busca e apreensão, 09 mandados de prisão preventiva e 07 mandados de prisão temporária nas cidades de Maceió e Arapiraca. As investigações, que foram iniciadas em maio, apontaram que valores destinados à determinada entidade sem fins lucrativos, ultrapassam os R$ 30 milhões nos últimos três anos.

Foi constatada a monopolização dos serviços de OPME em Maceió e no Agreste, celebração de Termo de Colaboração injustificadamente direcionada para entidade comandada por servidor público estadual, pagamentos sem comprovação dos correspondentes serviços prestados, confusão patrimonial entre a entidade sem fins lucrativos e seus dirigentes, transferências injustificadas de recursos financeiros a servidores responsáveis pela avaliação e monitoramento dos serviços prestados constantes do Termo de Colaboração.

Pesquisas realizadas pela CGU demonstraram que os valores repassados à entidade investigada correspondem a mais de 1/3 do montante de recursos do Sistema Único de Saúde – SUS, aplicados no Estado de Alagoas, no exercício de 2018 em procedimentos de OPME – Órteses, próteses e materiais especiais.

PF esteve cumprindo mandados de busca e apreensão em Maceió e Arapiraca (Foto: Assessoria PF-AL)

A ação, que visa desarticular organização criminosa que atua em serviços de OPME – órtese, prótese e materiais especiais no Estado de Alagoas, apura o cometimento dos crimes de Fraude à Licitação, Corrupção Ativa e Passiva, Peculato, Constituição de Organização Criminosa, Falsidade Ideológica, Prevaricação, Advocacia Administrativa e Lavagem de Dinheiro. As penas, somadas, variam de 18 a 45 anos de detenção ou reclusão, conforme o caso.

A Operação conta com a participação de 6 servidores da CGU, além de 100 policiais federais de 06 Estados. A Polícia Federal informou que haverá uma coletiva de imprensa na Sede da Polícia Federal, em Maceió, na manhã de hoje, às 10h.

Por Assessoria PF-AL

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