Curso de Ciências Sociais EAD da Ufal é o único do Nordeste

07 jul 2014 - 16:30


Foto: Divulgação

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Os primeiros passos para a criação do curso de Ciências Sociais, na modalidade a distância, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foram dados em 2012. A iniciativa foi pioneira no Nordeste e Alagoas continua sendo o único Estado da região a ofertar o curso. Atualmente são 170 estudantes distribuídos nos polos das cidades de Maceió, Arapiraca, Maragogi e Olho d’Água das Flores.

Segundo a coordenadora do curso, Luciana Farias Santana, a Educação a Distância (EAD) é uma oportunidade de levar as ciências sociais para o interior do Estado, criando mais profissionais que possam atuar no ensino da educação básica nos municípios alagoanos. Para Luciana, a área de Ciências Sociais tem uma abrangência grande e, apesar de parecer o contrário, tem aplicabilidade. “O profissional formado pode contribuir na elaboração de todo o processo de formulação de políticas públicas em diferentes áreas, o que demanda um trabalho especializado”, completou.

“Os profissionais com essa formação podem atuar na sala de aula e também prestar consultorias na área educacional. Isso já fomenta trabalhos e produções que possam ter um retorno para o próprio Estado”, ressalta a coordenadora.

De acordo com ela, as metodologias utilizadas nas aulas EAD garantem a mesma formação dos estudantes do curso presencial. A plataforma Moodle é a base dos cursos EAD da Ufal, onde são postadas semanalmente às vídeo-aulas produzidas pelos professores, além de vídeos auxiliares, textos e links voltados para algumas bibliografias que são de domínio público. Também é nesse espaço virtual que se dá o diálogo com os tutores. Os alunos recebem, ainda, os livros impressos produzidos pela Cied com o conteúdo das disciplinas. A cada semana são repassadas várias atividades para os estudantes, o que mantém o rigor e a qualidade da formação.

Resistência a EAD

Luciana Santana conta que no início houve resistência dentro do próprio curso para a implantação da modalidade EAD. “Muitos professores não acreditavam no projeto e ainda hoje encontramos um pouco de resistência, mas existe um grupo de professores que está empenhado, está levando o curso adiante e acredita na modalidade. Estamos certos de que o curso é similar em termos de formação. Isso é muito importante”, ressaltou.

Ela reconhece as dificuldades estruturais que a EAD enfrenta no Brasil, principalmente por causa de falhas no sinal da internet. Daí a importância do material impresso. “Isso, às vezes, cria dificuldades para os próprios alunos. Mas mesmo assim, a gente tem estudantes que fazem de tudo para seguir à risca as demandas do curso. Acho que a questão estrutural ainda é uma coisa que tem que melhorar bastante e que não é uma especificidade de Alagoas. Tem algumas regiões do País que esses problemas são mais acentuados”, ponderou.

Para a coordenadora, é preciso refletir mais sobre o potencial da EAD, pois é possível disseminar a modalidade para outros públicos. “Em curto prazo teremos números de alunos formados na modalidade que possam trazer resultados. E aí é possível utilizar esses dados para barganhar a criação de novos cursos”.

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